Notícias da Argentina

LIMÃO PARA A CHINA

A Associação Citrícola do Noroeste Argentino (Acnoa) anunciou que, depois de 20 anos, a China aprovou a importação de limões. Mais de 22 toneladas da fruta saíram de Tucumán com destino a Hong Kong. A abertura do mercado asiático, há muito tempo aguardada pelos produtores locais, implica o cumprimento de um rigoroso protocolo fitossanitário que enfatiza a alta qualidade dos citros de Tucumán. O presidente da Acnoa, Pablo Padilla, enfatizou que iniciar o intercâmbio comercial com a China representa um importante passo na direção da diversificação dos mercados, reduzindo a dependência da União Europeia.


DESAFIO PARA A CADEIA LEITEIRA

A queda na demanda doméstica aumenta a tensão entre os elos da cadeia leiteira. A situação, somada à provável produção excedente na próxima primavera, sugere uma redução no preço que os produtores recebem pelo litro de leite e, portanto, recuo das margens econômicas da atividade, segundo o professor José Luis Rossi, do Departamento de Produção Láctea da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires. Na avaliação dele, a tendência é que o produtor ajuste seu sistema para torná-lo mais eficiente, adotando medidas como adiamento de investimentos e descarte de animais improdutivos. O cenário provocado pela pandemia também poderá representar um gatilho para aqueles que, por outras razões, não conseguem superar as dificuldades e acabarão deixando a atvidade.


CONTROVÉRSIA

A decisão do Governo de desapropriar a Vicentín, a maior agroexportadora argentina, provocou polêmica generalizada. O ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca, Luis Basterra, confirmou que “a intervenção de 60 dias na indústria de grãos não está em dúvida enquanto são discutidos os termos da expropriação”. Como o presidente do país, Alberto Fernández, o ministro considera importante a “necessidade de preservar nas mãos argentinas uma empresa que opera quase 10% do comércio externo de grãos”. Praticamente todo o setor agropecuário é contra a medida, e considera uma interferência desnecessária e duvidosa em uma empresa privada que estava em processo de resolução de sua situação juntos aos credores. Ao mesmo tempo, crescem os temores de uma possível intervenção oficial no comércio de grãos do país.


CARNE

Nos primeiros cinco meses do ano, a Argentina produziu um total de 1,247 milhão de toneladas carne bovina com osso, ou seja, 2,9% a mais do que no mesmo período de 2019, indica o último relatório econômico elaborado pela Câmara de Indústria e Comércio de Carne e Derivados da República Argentina (Ciccra). O mercado doméstico absorveu 945,9 mil toneladas do volume total.


SOJA

Encerrada a colheita, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires calcula a safra 2019/2020 em 49,6 milhões de toneladas em uma área de 17,4 milhões de hectares. A queda na produção, devido à escassez hídrica, é estimada em 11,4% sobre 2018/19 e em 6,5% em comparação com os últimos cinco anos. A produtividade média caiu 12,4%, para 2.940 quilos por hectare.


TRIGO

As condições secas em junho afetaram os trabalhos de plantio em algumas regiões produtoras de trigo. A estimativa é de que a área cultivada com o cereal no ciclo 2020/2021 seja de 6,8 milhões de hectares, um incremento de 3% sobre a safra anterior e a maior superfície plantada no país nos últimos 20 anos.


MILHO

O clima colaborou para o avanço na etapa final da colheita do cereal na Argentina. A produtividade média é estimada em 8.470 quilos por hectare, e a prespectiva da Bolsa de Cereais de Buenos Aires é de uma safra em torno de 50 milhões de toneladas no ciclo 2019/2020.