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PERSPECTIVAS PARA O TRIGO

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima este ano uma colheita de 21 milhões de toneladas de trigo em quase 7 milhões de hectares dedicados ao cereal. Isso significa que os argentinos têm a matéria-prima para o pão assegurada e que ingressarão no país aproximadamente US$ 3,2 bilhões em exportações, ressaltou Fernando Rivara, presidente da Federação de Colhedores de Cereais. Ele lembrou que, na última década, apenas em grãos e derivados, o setor exportou mais de US$ 400 bilhões, e que, “além de quitar os impostos pagos por todas as empresas, contribuímos com os direitos de exportação ou retenções, com cerca de US$ 65 bilhões a mais”, disse o executivo. Para Rivara, os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores devem trabalhar juntos. “Precisamos de políticas para dar ao setor a importância que ele tem”, destacou. O ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Luis Basterra, destacou que “uma boa campanha de trigo está delineada no horizonte, já que as condições climáticas têm ajudado e a disposição dos produtores para plantar é importante”.

INCREMENTO NAS EXPORTAÇÕES DE FRUTAS

Nos primeiros quatro meses do ano, as exportações de frutas frescas totalizaram 278.099 toneladas, 13,9% a mais do que as 244.220 toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Os principais destinos deste produto foram: Rússia (53.296 toneladas), Brasil (34.561 toneladas), Estados Unidos (30.692 toneladas) e Itália (24.473 toneladas). Ao mesmo tempo, as 38.111 toneladas de maçãs certificadas entre janeiro e abril significam um aumento de 31,6% em relação às 28.950 toneladas embarcadas nos primeiros quatro meses de 2019.


CARNE

O número de animais engordados em confinamento aumentou 3% em relação a abril, mas permanece abaixo das médias históricas da atividade, segundo estimativas da Câmara Argentina de Confinamento. Entre os motivos, está a paralisia das vendas para a Europa e a incerteza causada pela Covid-19, que em alguns casos dificulta a logística para receber o gado. A situação não afeta o fornecimento para o mercado interno.

LEITE

O presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Laticínios, Pablo Villano, citou os problemas do setor com a pandemia do coronavírus. Segundo o executivo, a comercialização caiu entre 25% e 30%, mas para quem vendia muçarela em placas ou cilindros para restaurantes, o negócio caiu para zero e, agora, a tentativa é para converter o produto em queijo cremoso. O mesmo vale para o doce de leite. Muitos processadores de leite trabalham para confeitarias, sorveterias e fábricas de alfajores, negócios que estão praticamente parados.

SOJA

Até a terceira semana de maio, a colheita se aproximava dos 90% da área. O rendimento médio das áreas vem caindo, e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima que deve ficar próximo a 2.930 quilos por hectare. Se confirmada, será a segunda produtividade mais baixa das últimas cinco safras. A projeção para a produção total permanece em 49,5 milhões de toneladas.

MILHO

A colheita de milho destinada a grãos comerciais atingiu 40% da área até a terceira semana de maio, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A entidade mantém a projeção de 50 milhões de toneladas para o ciclo 2019/2020. A bolsa também estima a produção de sorgo em 2,5 milhões de toneladas na atual safra.