Espaço do Leitor

CULTURAS IRRIGADAS

Olá, amigos da revista A Granja. Li a reportagem de capa da edição de abril sobre irrigação e gostaria de saber como a área brasileira está dividida atualmente, por culturas irrigadas. Agradeço a informação.

Juliano Silva Becker Passo Fundo/RS

R – Prezado Juliano, segundo o Atlas da Irrigação, publicado pela Agência Nacional de Águas (ANA), o arroz ocupa uma área em torno de 1,54 milhão de hectares (22% do total de 6,95 milhões de ha) e é produzido majoritariamente no sistema de inundação (método superficial). A cana é irrigada principalmente pelo método de aspersão por carretéis enroladores, por sistemas lineares e por pivôs centrais em uma área de 2,07 milhões de hectares (29,5%). Em área de 1,4 milhão de hectares (19,9%), são consideradas as demais culturas (exceto arroz e cana) irrigadas em sistema de pivô central (método por aspersão). Destaca-se nesse caso a produção de grãos, em especial algodão, feijão, milho e soja. Em uma área de 2 milhões de hectares (28,6%), entram as demais culturas irrigadas por outros sistemas de irrigação, não contempladas nos grupos anteriores. Inclui pastagens, flores, café, hortaliças, legumes, frutas e grãos que, em grande medida, estão associadas com os métodos por aspersão e localizado.

PLANTAS DANINHAS RESISTENTES

Quais as principais medidas para diminuir o problema da resistência de plantas daninhas ao glifosato na lavoura? Obrigado.

Luís Pedro Lima Sapezal/MT

R – Caro Luís Pedro, o pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja, explica que alguns métodos podem reduzir a ocorrência do problema. Entre eles está o preventivo, como a aquisição de sementes livres de infestantes, a limpeza de máquinas e equipamentos, especialmente as colheitadeiras e a manutenção de beiras de estrada, carreadores e terraços livres de infestantes. Outro é o método mecânico, como as capinas e roçadas. No caso do método químico, Adegas lembra que a principal prática é a utilização de herbicidas de diferentes mecanismos de ação, em sistemas de controle distintos. Há ainda os métodos culturais que podem ser grandes aliados dos produtores. “É muito importante fazer a diversificação de produtos, com grupos de herbicidas de diferentes mecanismos de ação e adotar a rotação de culturas”, destaca. Também é preciso ficar atento às plantas daninhas remanescentes após o controle químico para identificar se houve falha no controle. A pesquisa indica que existem, no Brasil, dez daninhas resistentes ao glifosato. A mais recente, identificada em março, é conhecida como leiteiro.