Na Hora H

O DESAFIO PARA A NOSSA PESQUISA NAS CIÊNCIAS AGRÁRIAS

Alysson Paolinelli

Tomou posse, em 20 de abril, o novo presidente do Conselho Nacional de Pesquisas, do Ministério da Ciência, Tecnolo- gia, Inovação e Comunicação, o tão conhecido na área científica professor Evaldo Ferreira Vilela. É com o maior entusiasmo, que nós, das Ciências Agrárias, nos rejubilamos com esse ato. Nosso principal mestre, desde o início do Fórum do Futuro, de onde vinha, gratuitamente, prestando a orienta- ção e a colaboração na montagem de uma tão sonhada integração de todos os mecanismos e instituições de pesquisas agropecuárias do nosso País.

Dele sempre saíam as melhores soluções e sugestões, que acaba- vam tendo a aceitação e o entu- siasmo de todos os nossos compa- nheiros, que também, como ele, se esforçavam em remontar um siste- ma que, na década de 1970, tantos resultados promoveu ao Brasil. A sua inteligência privilegiada, antes que ninguém, sempre apontava o melhor caminho. Está de parabéns o nosso ministro astronauta Marcos Pontes, que, em hora tão oportuna, coloca o professor Evaldo na sua equipe. Está de parabéns todo o Governo Bolsonaro, que ganha em sua equipe um dos maiores valores das ciências brasileiras.

Quem conhece o professor Evaldo sabe muito bem o que ele representa e, especialmente, o que ele pode fazer, neste momento, para o nosso País. A sua larga ex- periência em ciências básicas, a sua capacidade de levar a utilização das descobertas da ciência pura, para que ela produza os efeitos altamente benéficos a quem dela necessitar. A sua visão de ter todas as nossas competências integradas no trabalho em rede, coisa que ele, como ninguém, conhece, visando a objetivos comuns e centrados em focos na busca dos resultados dessas inovações para resolver e abrir as soluções, sempre as mais desejadas e objetivas.

Agora, mais do que nunca, a sua força aglutinadora abrirá a todas as nossas competências, dando oportunidade a muitos que tanto se prepararam e ainda esperam a oportunidade de participar. Tenho absoluta certeza que o professor Evaldo, com sua larga experiência, dará oportunidades a todos que possam e queiram participar.

Vejo, agora, mais do que nun- ca, que o nosso Projeto Biomas Tropicais Brasileiros pode se materializar e trazer os frutos e os resultados, políticos, econômicos e sociais. Vejo também, mais do nunca, a Embrapa, as nossas uni- versidades, as nossas instituições estaduais de pesquisas, a iniciativa privada e o produtor brasileiro se irmanarem para que o Brasil não perca aquilo que, a duras penas, conquistou com tanta bravura e força.

A ciência, a tecnologia, as inovações, o conhecimento e a sa- bedoria estarão juntos novamente para que o nosso País não perca a sua capacidade competitiva e aproveite as grandes janelas que o mundo nos abre, especialmente no campo da alimentação. Todos nós já sabemos o que o Brasil significa para o mundo hoje nesta área. Somos desejados como o grande garantidor da segurança alimentar do mundo nos próximos anos. Essa é a maior janela que se abriu em todos os tempos e testa a nossa competência e a capacidade de vencer esse grande desafio. As peças vão se encaixando, e, a cada dia, o desfio está sendo cumprido. Caro professor Evaldo Ferreira Vilela, além de seu admirador, sou o mais ferrenho torcedor para dizer o seguinte: a sua carreira não termina aí. Vamos em frente. O mais brilhante futuro o espera, e o senhor, como bom mineiro, não vai deixar o cavalo passar arreado. Monte e vá em frente. Estamos daqui torcendo muito para que Deus lhe dê tudo o que merece. O meu grande abraço.

Engenheiro-agrônomo, produtor, presidente-executivo da Abramilho e ex-ministro da Agricultura