Reportagem de Capa

NOVOS TEMPOS PARA O SEGURO RURAL

Ferramenta de gestão de riscos, o seguro pode representar o equilíbrio financeiro em momentos de perdas por fatores que fogem do controle do produtor. O Brasil ainda caminha para consolidar um modelo sólido na área, mas contabiliza recentes resultados positivos. Em 2019, o volume de recursos aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural teve incremento de 20%, e a área atendida cresceu 49%. Os desafios, no entanto, são importantes: é preciso ampliar o acesso ao benefício concedido pelo Governo, desenvolver e expandir novos produtos e instalar, efetivamente, uma “cultura de seguro” no campo

Denise Saueressig
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O mercado de seguro rural ainda é tímido em comparação com a representatividade da agropecuária para a economia brasileira. No ano passado, a importância segurada pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), de R$ 20,1 bilhões, foi um recorde, mas pouco mais de 3% do valor bruto da produção, estimado em R$ 641,3 bilhões pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Por outro lado, é grande o esforço para fortalecer a aplicação da ferramenta de gestão de riscos nas propriedades rurais do País. O PSR, por meio do qual o Governo Federal paga parte do investimento do produtor junto às seguradoras, vêm recebendo investimentos importantes. O tema, aliás, é prioridade na pauta de trabalho da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Os recursos anunciados e inteiramente aplicados pelo programa em 2019 somaram R$ 440,3 milhões, 20% a mais do que em 2018. Os produtores atendidos com a subvenção passaram de 58 mil, 38% de incremento em relação ao ano anterior. A área segurada também cresceu: foram 6,9 milhões de hectares, 49% acima de 2018. No total, a estimativa é de que a área com e sem subvenção tenha somado 13 milhões de hectares em 2019.

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