Notícias da Argentina

UNIÃO PARA MANTER A PRODUÇÃO E O FORNECIMENTO DE ALIMENTOS

O ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca, Luis Basterra, realizou um encontro virtual com a Mesa de Enlace do setor. Representantes das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Confederação Intercooperativa Agropecuária Limitada (Coninagro), Federações Agrárias Argentinas (FAA) e Sociedade Rural Argentina (SRA), analisaram ações destinadas a fortalecer a produção, o fornecimento e o comércio de alimentos diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Durante a reunião, Governo e setor produtivo acordaram que manterão contato permanente para continuar trabalhando na identificação de problemas e na resolução dos mesmos caso a caso e em tempo hábil. Da mesma forma, determinou-se a importância dos setores empresariais e sindicais definirem protocolos que garantam a segurança e a saúde dos trabalhadores, além do bom funcionamento do fluxo produtivo.

MELHORIA DA QUALIDADE DA FRUTA EXPORTADA PARA O BRASIL

Importantes regiões produtoras de frutas têm conseguido reduzir os problemas sanitários causados pela presença da praga Cydia pomonella. Nos três primeiros meses do ano, as autoridades sanitárias brasileiras rejeitaram apenas um carregamento com frutas (maçãs e peras) do Alto Vale e Vale Medio do Rio Negro e Neuquén. O bom resultado se deve ao trabalho que está sendo realizado pelo setor privado em conjunto com o Serviço Nacional de Segurança e Qualidade Alimentar (Senasa). “A situação ocorrida em fevereiro de 2019, com o fechamento da fronteira, a ameaça de repetição desse cenário, somada aos maiores controles e supervisão implementados pelo Senasa, fizeram com que o setor se tornasse mais consciente”, avaliou o ministro da Agricultura, Luis Basterra. Nos três primeiros meses do ano passado, as rejeições de fronteira dos agentes brasileiros às cargas de frutas do Vale chegaram a 13 caminhões. O Brasil é o principal destino das maçãs argentinas. As exportações da fruta para o país vizinho atingiram mais de 5 mil toneladas nos dois primeiros meses do ano, um número que mostra um salto interanual de mais de 350%.

FINALIZADA COLHEITA DO GIRASSOL

Os produtores argentinos finalizaram a colheita do girassol na atual safra. O volume produzido é de 3,4 milhões de toneladas, 5,7% superior ao volume médio colhido nos últimos cinco anos. A produtividade nacional é calculada em 2,2 mil quilos por hectare, um novo recorde para a cultura.


CARNE

A pandemia do novo coronavírus poderá prejudicar as exportações de carne bovina, que em 2019 atingiram o maior volume em 50 anos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) acredita em uma redução de 20%, ou 675 mil toneladas comercializadas em 2020. Com a Europa paralisada e o Chile com um ritmo mais lento de compras, apenas a China mantém continuidade nas operações, inclusive com um desempenho superior nos dois primeiros meses do ano.

LEITE

A produção no primeiro bimestre do ano foi 9,9% superior à do mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Cadeia Láctea Argentina (OCLA). O estoque de produtos acabados, medido em litros de leite equivalente, iniciou o ano 13% maior que o início de 2019. As exportações cresceram 18% em volume e 34% em valor, especialmente devido a negócios firmados no final de 2019.

SOJA

As lavouras de soja apresentam produtividades abaixo do esperado em algumas regiões devido à falta de chuva. Além disso, algumas áreas sofreram com as primeiras geadas do ano, quando baixas temperaturas interromperam o enchimento de grãos em lotes tardios. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém a projeção da safra em 49,5 milhões de toneladas.

MILHO

A colheita de milho destinada à produção de grãos comerciais se aproximava dos 35% na terceira semana de abril. A expectativa de produtividade está aquém do esperado em algumas lavouras tardias, e a projeção de 50 milhões de toneladas para a safra 2019/2020 dependerá da evolução dessas áreas nas próximas semanas.