Fitossanidade

A danosa Spodoptera frugiperda no Cerrado

A lagarta é uma espécie polífaga, com potencial para causar perdas significativas nas culturas que compõem o sistema de produção. Há muitas ações para deter a praga

Dr. Jacob Crosariol Netto e Dr. Guilherme Gomes Rolim, pesquisadores entomologistas do Instituto Mato-Grossense do Algodão; e Dr. Rafael Major Pitta, pesquisador entomologista da Embrapa Agrossilvipastoril

Atualmente, o Cerrado brasileiro é caracterizado pelas extensas áreas agricultáveis, nas quais se sobressaem as culturas de soja, milho e algodão. Culturas essas que são normalmente semeadas em sistema de rotação e/ou sucessão, tornando o ambiente propício à ocorrência de inúmeras pragas. Entre as espécies consideradas praga, destaca-se Spodoptera frugiperda (Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae). Essa espécie é nativa das Américas, e, atualmente, é considerada como o principal lepidóptero-praga do Cerrado brasileiro. Trata-se de uma espécie polífaga, com capacidade de causar danos significativos em todas as culturas que compõem o atual sistema de produção. Essa espécie, que, na cultura do milho, apresenta hábito principalmente desfolhador, cresce de importância nas culturas da soja e do algodão pelo fato de ter maior predileção por estruturas reprodutivas, como botões florais, flores, vagens e maçãs.

Ao decorrer da recente safra 2018/2019 no Cerrado, observou-se grandes infestações de S. frugiperda nas áreas de cultivo, independentemente da cultura semeada, havendo, portanto, a necessidade da realização de ações, com o intuito de manter as populações abaixo dos níveis de dano econômico. Entre as ferramentas para controlar essa praga, atualmente, destaca-se a utilização de cultivares transgênicas (Bts) que expressam proteínas com ação inseticida de forma isolada ou conjunta.

Para o algodão, na safra 2018/2019, de 1,1 milhão de hectares semeados no Mato Grosso, a...

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