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SOLOS ARENOSOS: a nova fronteira agrícola brasileira

Pesquisadores Ademir Fontana, [email protected]; Pedro Luiz de Freitas e Guilherme Kangussu Donagemma, da Embrapa Solos; Júlio César Salton, da Embrapa Agropecuária Oeste; e Jonez Fidalski, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar)

No Sistema São Mateus, a soja entra para amortizar os custos de recuperação de pastagens, melhorar a fertilidade e assim viabilizar a produção pecuária e sustentável

Uma nova fronteira agrícola tem se aberto para a expansão da agricultura brasileira, terras com potencial de intensificação. Terras onde predominam os solos arenosos são responsáveis, hoje, por uma parte significativa da produção de soja, milho, algodão, melão, manga e madeira para celulose, entre outros produtos. Isso acontece especialmente pela adoção de novas tecnologias – fertilizantes, sementes e outros insumos – associadas a ajustes no manejo da correção e adubação do solo, aumento dos teores de matéria orgânica e do controle de pragas, doenças e plantas invasoras. Toda essa evolução tem proporcionado a expectativa de inserção ao sistema produtivo de terras degradadas com solos arenosos, ocupadas, então, principalmente, com pastagens de baixa produtividade e sem aporte de insumos. Nesse sentido, não há necessidade de se avançar em qualquer hectare para as áreas com vegetação nativa.

Diferentemente de uma tradicional fronteira agrícola, na qual a infraestrutura de produção (estradas, armazéns, cidades, oferta de insumos etc.) ainda inexiste, boa parte das áreas onde predominam os solos arenosos estão situadas em regiões agrícolas consolidadas. Além disso, tem chamado a atenção e atraído os agricultores devido à grande oferta, contudo, nem sempre com um olhar diferenciado quando comparado aos solos mais argilosos aos aspectos de manejo. Durante muito tempo, terras com predomínio desses solos eram consideradas de aptidão m...

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