Notícias da Argentina

EXPORTAÇÕES DE ALIMENTOS E BEBIDAS EM ALTA

Entre janeiro e setembro de 2019, foram exportadas 35 milhões de toneladas no valor total de US$ 19,4 bilhões, alcançando aumentos de 16,1% em volume e de 1% em valor, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), em setembro, foram exportadas 3,9 milhões de toneladas no valor de US$ 2,27 bilhões, chegando a incrementos de 10,6% em volume e 3,2% em valor, em comparação com o mesmo mês de 2018. Os alimentos que explicam as maiores vendas externas durante o nono mês do ano foram a carne bovina, com crescimento de 72,2%, atingindo US$ 297,7 milhões; o óleo de soja, com incremento de 7,1%, com US$ 292,7 milhões; e o amendoim, com crescimento superior a 400%, atingindo US$ 67,1 milhões.

MEL PARA A CHINA

A China habilitou 18 estabelecimentos apícolas argentinos a exportar mel para o gigante asiático. “Nossa produção apícola é reconhecida mundialmente por suas qualidades. Do nosso mel, 90% é exportado; portanto, esta notícia abre uma série de novas oportunidades para o setor”, diz o ministro da Agricultura, Luis Miguel Etchevehere. Em 2018, foram abertos seis novos mercados para o setor: Brasil, para mel e abelhas rainhas; Bolívia, para colmeias e abelhas; Equador e Paraguai, para mel; e Tunísia e Uruguai, para abelhas. A Argentina é o segundo maior exportador do segmento, atrás da China, e o terceiro produtor mundial. Foram vendidas para 30 destinos mais de 70 mil toneladas em 2018. Estados Unidos, Alemanha e Japão são os principais clientes. O setor apícola na Argentina tem mais de 11 mil produtores de mel registrados. As províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Ríos e Córdoba reúnem a maioria das colmeias.

CARNE

As autoridades do Uruguai e da Argentina avançam em acordos sanitários para que empresas privadas possam começar a comercializar entre os dois países. O interesse do Uruguai é na importação de carne bovina, devido à baixa oferta e a altos preços locais. Ainda no mercado internacional, foram habilitadas no mês passado, 19 plantas frigoríficas para a exportação de carnes bovina, suína, ovina e de aves para a China.

MILHO

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima a área a ser cultivada na atual safra em 6,3 milhões de hectares. As incertezas político-econômicas e a umidade insuficiente em boa parte da Região Pampeana são fatores de preocupação para os produtores do cereal. Até o final de novembro, o plantio ocupava 45,7% da área projetada. Os produtores também temem um aumento nos impostos de exportação do grão.

TRIGO

A projeção para a produção de trigo passou das 21 milhões de toneladas esperadas inicialmente, para 18,5 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. No ciclo 2019/20, o plantio cresceu 4%, mas o clima não colaborou com as lavouras, especialmente em agosto e setembro. Assim como o milho, o cenário para a comercialização do trigo é repleto de incertezas, e existe a perspectiva do aumento dos impostos de exportação.

LEITE

Relatório técnico recente sobre o poder de compra de leite cru da indústria exportadora pelo produtor, divulgado pelo Observatório da Cadeia de Laticínios da Argentina (OCLA), indica que, em média, o produtor poderia receber 12% a mais pelo produto sem a aplicação dos impostos de exportação. Assim, o valor ficaria em 17,97 pesos por litro.