Biotecnologia

Bayer apresenta aos gaúchos a INTACTA 2 XTEND

Tecnologia alia proteção da cultura a várias lagartas e também é tolerante aos herbicidas glifosato e dicamba

Eveline Drescher
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A Bayer promoveu, em dia de campo em Não-me-Toque/RS, no mês passado, mais uma edição dos Encontros l2X Lab, para apresentar sua nova tecnologia para o manejo inteligente da soja, a Intacta 2 Xtend. A ferramenta tem defesa contra as principais lagartas da cultura, incluindo duas novas espécies relevantes, a Helicoverpa armigera e Spodoptera cosmioide, e ainda é tolerante aos herbicidas glifosato e dicamba. Os participantes foram levados a campos de teste da 2 Xtend, nos quais puderam conferir de perto os testes com a nova tecnologia, além de receber demonstrações de boas práticas para garantir um manejo inteligente. Essa é a terceira geração da biotecnologia em soja desenvolvida pela Bayer, e a previsão é de que ela esteja no mercado daqui a dois anos.

A soja Intacta 2 Xtend foi desenvolvida para garantir uma maior proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja, garantindo, assim, uma maior produtividade aliada, também, a um controle mais amplo de plantas daninhas. O Líder da Estratégia de Lançamento de Herbicidas da Intacta 2 Xtend, André Menezes, explicou que essa é uma tecnologia que está sendo desenvolvida há mais de dez anos especialmente para o clima tropical. “Ela é feita para o Brasil, pensando justamente nessa questão de múltiplas culturas, de múltiplas safras no mesmo ano. Ela traz essa proteção às lagartas, que é exclusiva para o Brasil. De fato, entendemos que ela pode ser adaptada e utilizada para todas as regiões do Brasil”, descreve. Menezes revela que a Bayer está firmando parcerias com desenvolvedoras de sementes de soja de todas as regiões a fim de que possam utilizar a biotecnologia da empresa em seus produtos.

Tiago Goffi, sojicultor há 32 anos, possui uma propriedade de 80 hectares em Três Palmeiras/RS e mostrou-se animado para testar a nova tecnologia em sua lavoura. “É fundamental termos esse conhecimento, sabermos como manejar essa nova tecnologia, como fazer o uso dela de forma correta, sem agredir o nosso meio ambiente, e passarmos isso para as nossas novas gerações, que é o que sempre buscamos na agricultura”, destacou.