Primeira Mão

Trator do Ano 2020

A Fendt conquistou cinco premiações na Agritechnica, a maior feira agrícola do mundo, em Hannover, Alemanha, no mês passado. Inclusive o prêmio de Trator do Ano 2020, ao modelo Fendt 942 Vario. O júri elogiou a máquina por sua conectividade, que possibilita o gerenciamento de frota e a otimização do trator, além da combinação do recémdesenvolvido motor MAN e o conceito Fendt iD de baixa velocidade, que, segundo os julgadores, “oferece alto desempenho em baixa velocidade, fornecendo um motor de operação suave com torque máximo e consumo mínimo de combustível”.


A empresa alemã Fendt anunciou sua chegada ao Brasil em abril e, já em setembro, inaugurou sua sede em Sorriso/MT. A partir da sede, começará a expansão para todo o Brasil, por meio do desenvolvimento da rede de concessionárias, que se concentrará não apenas na venda de equipamentos, mas também no atendimento excepcional, na disponibilidade de peças e no alto padrão de satisfação do cliente pelo qual a marca é conhecida mundialmente.


Smartsolos

A Embrapa Solos, em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária, criou o aplicativo SmartSolos, que permitirá aos produtores classificarem os solos de diferentes áreas da propriedade. Dessa forma, cada talhão poderá receber destinação adequada de acordo com o tipo de solo. Pelo SmartSolos, é possível ter a classificação do solo em tempo real, cujos resultados são de acordo com os dados inseridos no sistema.


MT: potencialidades da ILPF

Um total de quase 2,5 milhões de hectares de terras agropecuárias do Mato Grosso poderiam ser poupadas se apenas metade das áreas de soja e de pecuária de corte no estado fossem convertidas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Tal projeção é feita a partir da premissa que as produtividades da oleaginosa e da pecuária aumentam a partir das melhorias propiciadas pelos sistemas integrados. A diferença da produção para cima seria a obtida em 499 mil hectares de soja solteira e 1,98 milhão de hectares de pastagens. O estudo foi realizado por Embrapa Agrossilvipastoril, Associação Rede ILPF e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).


Exportações recordes. Já em US$ e R$...

O volume de embarques de produtos agro exportado de janeiro a setembro cresceu 6% frente ao mesmo período de 2018, o que significou recorde até hoje. Os dados foram levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, números que se baseiam no crescimento das vendas de carnes, milho, algodão, etanol e café. Mas o faturamento em dólar caiu 4%, para US$ 72 bilhões, consequência do encolhimento nos preços médios dos produtos. E, em reais, o faturamento apresentou baixa ainda maior, de 15%, visto a então valorização da moeda brasileira.


Perdas pós-colheita

O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente. Foi o que apurou pesquisa Conab, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Tais índices incluem também o desperdício em armazenagem. Conforme o estudo, as perdas são causadas, basicamente, por três fatores e que se correlacionam: más condições das rodovias, precariedade da frota de caminhões e imprudência de motoristas.


Chineses com melão verde-amarelo

Após muitas tratativas entre a Associação dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o Governo Brasileiro e outras instituições, foi firmado acordo de exportação do melão brasileiro ao mercado chinês – e, em contrapartida, o Brasil receberá a pera chinesa. O acordo ocorreu em reunião bilateral dos presidentes Jair Bolsonaro e Xi Jinping, dentro da XI Cúpula do Brics, em novembro. O melão será a primeira fruta daqui a entrar naquele país. “Com a entrada do melão, acreditamos que as portas se abrirão para tantas outras frutas brasileiras, de maneira que fortaleça ainda mais a relação Brasil e China, principalmente, por meio do agro”, comemorou o presidente da Abrafrutas, Luiz Roberto Barcelos.


Rei da soja GM

O Brasil se tornou na recente safra 2018/19 o maior plantador de soja geneticamente modificada: foram 34,86 milhões de hectares, ante 34,09 milhões dos Estados Unidos, o líder histórico. No total, a agricultura brasileira vai cultivar 53,1 milhões de hectares na safra 2019/20, expansão de 1,3 milhão de hectares, ou 2,6%, sobre a safra anterior. A adoção da tecnologia nas três principais culturas – soja, milho e algodão – deverá chegar a 93% na atual temporada.


B12 em 2020

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou que a mistura de biodiesel ao diesel mineral vai aumentar em um ponto percentual no início de 2020, para 12% (B12). O comunicado se deu em Passo Fundo/RS a representantes do setor em encontro na empresa Bsbios. O evento foi realizado pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), com apoio da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e da Bsbios. “Os testes demonstraram segurança para que a mistura obrigatória fosse alterada para 11%. No início do próximo ano, vamos para 12%”, afirmou Albuquerque. “E, até 2023, a mistura do biodiesel será de 15.”