Internacional

Israel: esta startup nation promete ao agro brasileiro

Por isso, a 2ª Missão AgTech Israel, em fevereiro, vai integrar executivos, empresários, produtores, acadêmicos, startups, investidores e profissionais da agropecuária dos dois países

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, fundador da Bioenergy Consultoria

Como buscar o aumento da produção agropecuária utilizando menos recursos? Essa é, sem dúvida, uma das perguntas que têm incomodado produtores de todo o mundo. As projeções mostram que a população vai atingir 10 bilhões em 2050, e basta passar os olhos no mapa para ver que não existem muitos novos espaços apropriados à prática agrícola para serem desenvolvidos. E algumas dessas respostas podem ser encontradas em um país que, há décadas, busca soluções para a agricultura e a pecuária, principalmente por necessidade.

Foi com esse objetivo que, em setembro, foi realizada a 1ª Missão AgTech Israel, com executivos, empresários, produtores rurais, startups, investidores e profissionais da agropecuária para ampliar seus conhecimentos, criar iniciativas e ajudar a transformar o agronegócio brasileiro. O destino escolhido para a missão foi Israel, chamado de startup nation por ser um dos principais ecossistemas agtech e foodtechs do mundo, um feito ainda mais impressionante quando se leva em conta que o país tem apenas 2 milhões de hectares e 20% de terra agricultável.

Além desses dados, Israel surpreende por ter somente 70 anos de existência, uma população de 8 milhões de pessoas (0,1% da população mundial) e um PIB de cerca de US$ 303 bilhões. É um país, portanto, jovem, mas com uma história milenar. Possui um dos maiores índices mundiais de educação e satisfação de vida, uma das menores taxas de desemprego (5%) e faz parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A força produtiva de Israel é ambiciosa, criativa e possui habilidades únicas, o que leva muitos empresários a fazerem negócios com Israel. O país é experiente em superar desafios, gerar tecnologias e oportunidades. Israel possui alguns dos mais avançados procedimentos do mundo em agricultura, nanotecnologia, tratamento de água, cybersegurança e até equipamentos médicos. Políticas direcionadas a empreendedores e investimentos garantem cerca de 5% do PIB em P&D anualmente, e ainda se tornou um gigante da inovação, abrigando mais de 7 mil startups. Considerada um dos ecossistemas empreendedores mais maduros de todo o mundo. As startups locais contribuem com 15% do PIB do país, que investe 9,2% do seu Produto Interno Bruto em educação. A cada 10 mil israelenses, 140 são engenheiros, contra 85 nos EUA e 65 no Japão. O agrifood tech é um segmento crescente do universo startups e venture capital voltado à melhoria da indústria global de alimentos e agricultura.

A tecnologia desempenha um papel fundamental na operação do setor agroalimentar, uma indústria de US$ 7,8 trilhões, responsável pela alimentação do planeta e empregando bem mais de 40% da população global. O setor agroalimentar industrial, hoje, também é, em grande parte, ineficiente em comparação com outras indústrias. A necessidade de inovação tecnológica agroalimentar é maior do que nunca, criando muitas oportunidades. E as startups de tecnologia agroalimentar têm como objetivo solucionar desperdício de alimentos, emissões de CO2, resíduos químicos e desabastecimento, seca, escassez de mão de obra, consumo de saúde e açúcar, cadeias de suprimentos e distribuição ineficientes, segurança alimentar e rastreabilidade, eficiência e rentabilidade das explorações e produção de carne insustentável.

“O Agro Não Para”

A 2ª Missão AgTech Israel, de 1º a 7 de fevereiro, faz parte do projeto “O Agro Não Para”, um programa transformacional voltado para executivos, empresários, produtores rurais, acadêmicos, startups, investidores e profissionais da agropecuária que desejam ampliar seus conhecimentos. A viagem começa com uma imersão em reuniões com fundos de investimento, grandes consultorias, empresários locais, visitas a empresas e startups, centros de pesquisas, sessão de pitches de startups selecionadas e visitas em alguns kibutzs – comunidades agrícolas que ajudaram a formar o moderno Estado Judeu. Devido ao sucesso da primeira experiência, em setembro, foi antecipada a agenda, foram agregados novos destinos e aumentou o engajamento dos profissionais do agro brasileiro. Além de Israel, já existem outros destinos para as próximas etapas, pois o programa vai ter sequência e um propósito, sendo que um dos diferenciais é o tamanho do grupo que é limitado (20 pessoas) para que o aprendizado seja potencializado.

A viagem é feita com a parceria estratégica do Consulado de Israel em São Paulo e tem apoio de Agro Sucesso, Brazilian Trade Ltda., Evolvers Governança, Família S.A., Markestrat Group, Olivetti & Regina Advogados e ZMP Consultoria, além do apoio institucional de Abag, Orplana e Unica. E entre as mídias oficiais está a revista A Granja. A organização e a realização é da Bioenergy Consultoria, empresa de consultoria especializada de Marco Ripoli. Mais informações em www.familiasa.net/oagronaopara e em www.marcoripoli.com.