Espaço do Leitor

MANEJO CONTRA A CIGARRINHA

Com os recentes problemas causados pela cigarrinha nas lavouras de milho do Paraná, gostaria de saber quais são as medidas de manejo mais indicadas para a prevenção e o controle da praga. Obrigado!

Luiz Antônio Motta
Campo Mourão/PR

R – Prezado Luiz Antônio, especialistas do Departamento Técnico Econômico (DTE) da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e da Embrapa Milho e Sorgo alertam que não há uma estratégia única e isolada contra a cigarrinha. O ideal é que as atitudes tenham abrangência regional, com o envolvimento de todos os produtores. Entre as medidas de manejo que devem ser adotadas estão: controlar o milho tiguera; evitar plantio de outras gramíneas sobre milho; eliminar o milho tiguera, no mínimo, duas semanas antes da semeadura; verificar fontes de inóculo nas imediações – evitar semeadura e pulverizar gramíneas próximas; evitar semeadura ao lado de lavouras adultas com plantas doentes devido à migração de cigarrinhas; tratar as sementes com inseticidas e pulverizar a lavoura no início (V3 e V4); sincronizar o período de semeadura do milho na região – concentrar em 20 ou 30 dias; utilizar sementes com resistência genética aos enfezamentos; diversificar e rotacionar cultivares; utilizar biológicos para controle dos ovos, ninfas e adultos da cigarrinha; e fazer pousio de, pelo menos, 30 dias (vazio sanitário).


PRODUTORES DE CACAU

Quais são os estados ou as regiões do Brasil que concentram a produção de cacau? Grata pela informação.

Adriane Vasques
Teresópolis/RJ

R – Prezada Adriane, 90% da produção nacional está concentrada, principalmente, em dois polos: no litoral sul da Bahia, que abrange 26 municípios na Mata Atlântica; e na Transamazônica, englobando 11 cidades paraenses na região da Floresta Amazônica. O Pará vem surpreendendo e ultrapassou a Bahia – até então, líder na produção. Em 2016, foram 117 mil toneladas de cacau produzido em, aproximadamente, 170 mil hectares no estado paraense, segundo o Ministério da Agricultura. O Brasil é o sétimo maior exportador do produto no mundo. A agregação de valor do cacau supera 2.000% desde a amêndoa até o chocolate, e a cadeia produtiva movimenta R$ 20 bilhões no território nacional.

Correção – A expressão correta da sigla em inglês QE, na coluna Palavra de Produtor da edição de outubro, é quantitative easy.

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