Primeira Mão

Fim do casamento

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o da Justiça, Sergio Moro, assinaram acordo de cooperação técnica para promover ações conjuntas a fim de prevenir a chamada “venda casada” na tomada de crédito agrícola pelo produtor. Para não prejudicar seu relacionamento com a instituição bancária, além de melhorias no site www.consumidor.gov.br, o acordo prevê a criação de novos canais para a realização de denúncias anônimas por meio das associações de classe. O acordo tem duração de 24 meses e poderá ser renovado.


Mais credito!

O valor das contratações das operações de crédito nos três primeiros meses da safra 2019/2020 (de julho a setembro) foi de R$ 59 bilhões, alta de 3% sobre o mesmo período da safra anterior. As operações de custeio somaram R$ 35,9 bilhões (+4%); as de investimento, R$ 11,9 bilhões (+8%); as de comercialização, R$ 6,3 bilhões (-28%); e as de industrialização, R$ 4,7 bilhões (+60%).


Também aos familiares

Os agricultores familiares contrataram mais de R$ 10 bilhões em crédito oficial do Pronaf nos primeiros três meses do ano agrícola 2019/2020 (de julho a setembro). O valor representa um montante 14,42% superior ao da safra anterior. Apenas o Pronaf Mais Alimentos (para máquinas e equipamentos) teve incremento de 21,35%, para R$ 466,2 milhões. As 453.339 operações já demandaram um terço dos R$ 31,2 bilhões disponibilizados pelo programa para esta safra.

A agropecuária brasileira produz excedentes e exporta para mais de 180 países. O agronegócio responde por quase 25% do PIB nacional, emprega um terço da população ativa e é responsável por quase metade de tudo que é exportado. E faz isso de forma sustentável. O Brasil protege, preserva e conserva 66,3% de sua vegetação e florestas nativas. Mais de um quarto do território brasileiro está dedicado à preservação da vegetação nativa dentro das propriedades rurais. Na semana em que celebramos o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), é importante reafirmar, com base em dados robustos, que o Brasil produz alimentos e preserva o meio ambiente como poucos países ao redor do globo. Celso Moretti, presidente da Embrapa


Soja preta

A Embrapa, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e com a Fundação Triângulo, começou a produzir, nesta safra, em 50 hectares, sementes BRSMG 715A, uma variedade de soja de coloração preta, adequada à alimentação humana. Tal soja é rica em antioxidantes e apresenta sabor suave, característica bem relevante para que o grão seja utilizado para a alimentação humana – uma finalidade que nunca emplacou no caso da soja tradicional. Os desenvolvedores da semente entendem que suas características podem se adaptar à mesa de brasileiros que buscam alimentos mais saudáveis e nutritivos.


245,8 milhões

De toneladas deverá ser o volume da safra de grãos brasileira 2019/2020, segundo a Conab em sua primeira estimativa para o atual ano-agrícola. Ou 3,9 milhões de toneladas a mais que na recente safra (+1,6%). E, se concretizada, será recorde! O levantamento foi realizado junto a 900 fontes de informações na última semana de setembro e enfocou os plantios de verão, que estavam começando. Conforme nota da Conab, “as produtividades estimadas para esta safra refletem condições normais de rendimento e são apuradas com a análise estatística das séries históricas e dos pacotes tecnológicos”.

A soja terá mais uma ampliação de área, de 1,9% (para 36,57 milhões de hectares), com colheita prevista de 120,4 milhões de toneladas (recorde). Para o milho primeira safra, a produção é estimada em 26,3 milhões de toneladas (+2,5% sobre a anterior) em 4,14 milhões de hectares (1%), e representará 30% de toda a produção do cereal – 70% fica para a segunda safra. E essa dobradinha sucessória soja-milho segunda safra compartilha área de 19 milhões de hectares, segundo a Conab. A área de grãos total em 2019/2020 será de 63,9 milhões de hectares (+1,1%).


US$ 1,1 bilhão

Foi o volume de exportações de milho em setembro, receita do embarque de 6,5 milhões de toneladas, dois números recordes para o mês. No acumulado do ano, já são US$ 4,98 bilhões em vendas, ou +134,7% sobre o mesmo período de 2018. Show de exportações também do algodão: US$ 229 milhões de receita (+50%) pelo embarque de 142 mil de toneladas (+62%). As exportações do agronegócio somaram US$ 7,75 bilhões naquele mês, redução de 3,9% sobre setembro de 2018, em razão de baixa em algumas cotações.


Feijão, +58,8%

O feijão é o destaque do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) previsto para este ano, com incremento de 58,8% sobre 2018. Entre destaques positivos nos grãos e nas fibras, na sequência, estão milho (+23,5%) e algodão (+18,2%). Já a soja vai encolher 12,1% e o arroz, 27,2%. O VBP é a receita bruta das propriedades, sem considerar, por exemplo, os custos. No geral, a agricultura terá uma receita bruta de R$ 398 bilhões (-0,6%) e a pecuária, de R$ 208 bilhões (+6,4%). No somatório, R$ 606,2 bilhões (+1,7%)