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Só o MIP assegura a QUALIDADE

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Grãos armazenados exigem uma série de cuidados para se tornarem sementes viáveis a campo

Irineu Lorini, pesquisador da Embrapa Soja, [email protected]

A conservação inadequada dos grãos tem como causa diversos fatores, entre os quais se destacam os in-setos-praga de armazenamento. A forma de minimizar esse problema é a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) de Grãos Armazenados, que prevê o conhe-cimento das condições de armazenagem e da unidade armazenadora; a identifi-cação de espécies e de populações de pragas ocorrentes e seus danos; a lim-peza e a higienização das instalações de armazenagem; a associação de medidas preventivas e curativas de controle de pragas; o conhecimento dos inseticidas registrados, de sua eficiência e da resis-tência de pragas; a análise econômica do custo de controle e da prevenção de perdas; e o sistema de monitoramento de pragas para tomada de decisão no momento adequado, evitando as perdas.

A integração de diferentes métodos de controle é prática essencial para se obter sucesso na supressão de pragas. A resistência de pragas a inseticidas, crescente no Brasil, exige o uso integra-do de outros métodos que não somente os químicos. Os métodos físicos, que antecederam os químicos no controle de pragas no passado, devem ser retomados e adequados ao uso presente e futuro. O controle químico, adotado na maioria das unidades armazenadoras pela facilidade e simplicidade de uso, tem apresentado limitações de emprego, pelo aumento da resistência de pragas a esses inseticidas ou pela contaminação de alimentos através do resíduo deixado no grão. A so-lução para reduzir o efeito de pragas em grãos não é simples e exige competência técnica para ser executada para manter o grão isento de insetos, evitando perdas quantitativas e mantendo a qualidade 59de comercialização e de consumo do produto. O Manejo Integrado de Pragas de Grãos Armazenados é um processo, cujas fases são detalhadas a seguir.

Mudança de comportamento dos armazenadores: é a fase inicial e mais importante de todo o processo, no qual todas as pessoas responsáveis e que atuam na unidade armazenadora de grãos têm de estar envolvidas. É necessário que desde os operadores das unidades – que lidam com o grão propriamente dito – até os dirigentes das instituições armazenadoras desses grãos participem do processo. Nessa fase, o alvo é conscientizar sobre a im-portância de pragas no armazenamento e os danos diretos e indiretos que estas podem causar.

Conhecimento da unidade arma-zenadora: esta deve ser conhecida em todos seus detalhes, por seus operadores e administradores, desde a chegada do produto à recepção até a expedição, após o período de armazenamento. Essa inspeção deve identificar e prever os pontos de entrada e abrigo de pragas dentro do sistema de armazenagem. Nessa fase, também deve ser levantado o histórico do controle de pragas na uni-dade armazenadora nos anos anteriores, identificando os problemas passados.

Medidas de limpeza e higienização da unidade: o uso adequado dessas me-didas definirá o maior sucesso da meta preconizada. O uso de simples equipa-mentos de limpeza – como, por exem-plo, vassouras, escovas e aspiradores de pó – em moegas, túneis, passarelas, secadores, fitas transportadoras, eixos sem-fim, máquinas de limpeza, eleva-dores etc. nas instalações da unidade armazenadora representa os maiores ganhos desse processo. O uso de água com alta pressão nas estruturas permite eliminar focos de pragas residentes na unidade. A eliminação total de focos de infestação dentro da unidade, como re-síduos de grãos, poeiras, sobras de grãos etc., permitirá o armazenamento sadio. Após essa limpeza, o tratamento perió-dico de toda a estrutura armazenadora, com inseticidas protetores de longa duração, é uma necessidade para evitar reinfestação de insetos nesses armazéns.

Correta identificação de pragas: as pragas que atacam os diferentes tipos de grãos devem ser identificadas taxo-nomicamente, pois dessa identificação dependerão as medidas de controle a serem tomadas e a consequente poten-cialidade de destruição dos grãos. As pragas de grãos armazenados podem ser divididas em dois grupos de maior importância econômica, que são os be-souros e as traças. No primeiro grupo, as espécies que causam maior prejuízo são Rhyzopertha dominica, Lasioderma serricorne, Sitophilus oryzae, S. zeamais e Tribolium castaneum, e no segundo, Sitotroga cerealella e Ephestia elutella são as traças de maior importância.

Conhecimento da resistência de pragas aos inseticidas químicos: a resistência de pragas aos produtos químicos é uma realidade comum no mundo todo e cada vez mais deve ser considerada, de forma consciente e por todos os envolvidos no processo, uma vez que pode inviabilizar o uso de alguns produtos químicos disponíveis no mercado e perdas de elevados inves-timentos de capital para a consecução dessas ações.

Potencial de destruição de cada espécie-praga: o verdadeiro dano e a consequente capacidade de destruição da massa de grãos de cada espécie-praga devem ser perfeitamente entendidos, pois determinam a viabilidade de comer-cialização desses grãos armazenados.

Proteção do grão com inseticidas: depois de limpos e secos, e se houver armazenamento por períodos longos, os grãos podem ser tratados preven-tivamente com inseticidas protetores, de origem química ou natural. Esse tratamento visa garantir a eliminação de qualquer praga que venha a infestar o produto durante o período em que este estiver armazenado. O tratamento com inseticidas protetores de grãos deve ser realizado no momento de abastecer o armazém e pode ser feito na forma de pulverização na correia transportadora ou em outros pontos de movimentação de grãos, com emprego de inseticidas químicos líquidos ou mediante polvilha-mento com inseticida pó inerte natural, na formulação pó seco. Esse último, um inseticida proveniente de algas diatomá-ceas fossilizadas, é extraído e moído em um pó seco de fina granulometria. Agin-do no inseto por contato, causa morte por dessecação, não é tóxico e não altera as características alimentares de grãos.

Tratamento curativo: sempre que houver presença de pragas na massa de grãos, deve-se fazer expurgo, usando produto à base de fosfina. Esse processo deve ser feito em armazéns, em silos de concreto, em câmaras de expurgo, em porões de navios ou em vagões, sempre com vedação total, observando-se o pe-ríodo mínimo de exposição de 120 horas com uma concentração mínima do gás fosfina de 400 ppm (parte por milhão) para eliminar todas as fases de vida da praga (ovo, larva, pupa e adultos).

Monitoramento da massa de grãos: uma vez armazenados, os grãos devem ser monitorados durante todo o período em que permanecerem estoca-dos. O acompanhamento da evolução de pragas que ocorrem na massa de grãos armazenados é de fundamental impor-tância, pois permite detectar o início da infestação que poderá alterar a qualidade final do grão. Esse monitoramento tem por base um sistema eficiente de amos-tragem de pragas, independentemente do método empregado, e a medição de variáveis, como a temperatura e a umi-dade do grão, que influem na conserva-ção do produto armazenado. Registra o início da infestação e direciona a tomada de decisão por parte do armazenador, a fim de garantir a qualidade do grão isento de pragas.

Gerenciamento da unidade: todas essas medidas devem ser tomadas através de atitudes gerenciais durante a permanência dos grãos no armazém, e não somente durante o recebimento do produto, permitindo, dessa forma, que todos os procedimentos interajam no processo e garantindo melhor qua-lidade de grão para comercialização e consumo.

Gente da Semente

LongPing High-Tech é homenageada em encontro de lideranças

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A LongPing High-Tech recebeu o Prêmio Lide Agronegócios 2019, sendo reconhecida na categoria Insumos. O vice-presidente de Marketing, Aldenir Sgarbossa, representou a companhia na cerimônia de premiação, em outubro, em Ribeirão Preto/SP, durante um dos principais eventos do setor, a 8ª edição do Fórum Lide de Agronegócios. O encontro deste ano reuniu lideranças das principais empresas e cooperativas do País e abordou “A inserção internacional do agronegócio”, incluindo discussões sobre novos mercados, segurança jurídica, marcas, tecnologia e meio ambiente. “É muito gratificante ver o comprometimento de nossas equipes sendo valorizado por formadores de opinião e decisores de mercado”, destaca Sgarbossa.

Monsoy: alto índice de germinação e de vigor garante produtividade

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Para garantir o sucesso da sua lavoura, o produtor depende de vários fatores combinados. Porém, tudo começa com uma semente com alto potencial produtivo para que se possa atingir os resultados esperados. “Sementes com alta qualidade são essenciais na busca por altas produtividades na cultura da soja”, destaca o gerente comercial de Monsoy, Alexandre Chaves. “Um alto índice de germinação e vigor garante qualidade no estabelecimento da cultura, gerando plantas mais fortes e vigorosas. É preciso ressaltar, ainda, a importância de se adquirir sementes certificadas, que dão ao agricultor a garantia de pureza genética e de altos índices de qualidade, além de todo o respaldo de uma empresa especializada na produção de sementes.” “


“O PRODUTOR PODE REDUZIR CUSTOS E AUMENTAR A PRODUTIVIDADE COM O APRENDIZADO DE SUA REGIÃO”

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Mariangela Albuquerque, diretora de Marketing do Grupo Atto

Qual é a funcionalidade da plataforma PlantUP, nova solução desenvolvida pelo Grupo Atto?

PlantUP é uma plataforma de compartilhamento de informações agrícolas (soja, milho e algodão, inicialmente) para o agricultor inserir e tomar melhores decisões, como: qual a cultivar ideal para determinada área, população ideal, a melhor época de plantio, entre outras. Com essa visão ampliada, o produtor pode reduzir seus custos e aumentar a produtividade com o aprendizado de sua região de atuação. Tudo isso sem qualquer custo a ele, de graça.

Para o produtor, quais são os principais diferenciais da PlantUP?

Os principais diferenciais da plataforma estão no volume de informações de sua região e o aprendizado que isso pode oferecer. Em nenhuma outra plataforma ele tem a possibilidade de entender quais as cultivares mais plantadas, por exemplo, e a produtividade média delas em um ambiente muito parecido com o de sua propriedade. Os dados processados pela PlantUP são baseados em áreas que envolvem de quatro a cinco municípios do seu entorno. Além disso, é um sistema extremamente simples, feito por quem entende de agricultura para agricultores de quaisquer tamanhos, que não requer investimentos em software, hardware ou de implantação.

Quantos milhões de hectares já estão cadastrados e qual a estimativa para o aumento dessa área nos próximos meses?

A plataforma é um sucesso, já nasceu com 5,5 milhões de hectares de soja cadastrados, e os dados não param de crescer. Neste momento, abrimos para o agricultor cadastrar as culturas de milho e algodão, as safras que já foram colhidas, e também para já fazer lançamento de dados de soja da safra que está em andamento.

O Grupo Atto, proprietário da Atto Sementes, soma 40 anos de história na agricultura brasileira. Atualmente, qual é a estrutura e a atuação da empresa no Brasil e no exterior?

Os valores da Atto Sementes que vieram da Sementes Adriana, como inovação constante e foco no cliente, nos permitiram dar passos largos. Somos líderes na produção de sementes de soja e milheto no Brasil. Também entramos forte na produção de sementes de brachiaria, crotalária e forragens de inverno para a Região Sul, como azevém e trevo. Nossas sementes plantam mais de 1,5 milhão de hectares em todo o Brasil e já estão presentes em nove países.