Fitossanidade

Soluções contra as Invasoras da soja

Na lavoura da soja, o controle de invasoras como buva e amargoso resistentes ao glifosato demanda uma série de ações de manejo, além da associação de princípios ativos de herbicidas

Germani Concenço e André Andres, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado, e Rodrigo Arroyo Garcia, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste

A produção de soja vem sendo fortemente impactada pela infestação de plantas daninhas, particularmente a buva (Conyza spp.) e o capim-amargoso (Digitaria insularis), resistentes ao herbicida glifosato. Para controlar essas espécies, deve-se associar manejo da lavoura com aplicação de herbicidas. As seguintes práticas devem ser preconizadas em associação aos herbicidas: (a) rotação de culturas; (b) integração lavoura-pecuária; (c) cobertura do solo na entressafra; (d) consórcios de cultivos; (e) época de plantio e arranjo de plantas. Em áreas que não seguem pelo menos alguns dos preceitos apresentados, nem mesmo o melhor herbicida disponível será capaz de controlar as plantas daninhas de forma satisfatória.

Deve-se manter boa cobertura do solo na entressafra e aplicar os herbicidas no momento correto. A entressafra da soja pode incluir cultivo de milho safrinha consorciado com braquiária, trigo, oleaginosas de inverno, ou mesmo crotalária. É claro que a escolha da espécie será dependente das condições edafoclimáticas de cada região. O importante é manter a área coberta na entressafra, como proporcionado pelo consórcio milho + braquiária. A grande vantagem desse modelo de produção é que, após a colheita do milho, a braquiária continuará vegetando o solo durante toda a entressafra, até o manejo para posterior implantação da soja. O trigo pode ser uma boa opção para a segunda safra. As plantas liberam ao solo substâncias com capacidade de inibir o desenvolvimento de diversas espécies de plantas, sendo muito eficiente na supr...

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