Primeira Mão

Aproclima

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) criou o Aproclima, uma plataforma que analisa e reproduz com inteligência informações meteorológicas fornecidas em quatro locais do MT para formação de um banco de dados que vai subsidiar os produtores na tomada de decisões. Pelo Aproclima é possível fazer o gerenciamento de riscos nas lavouras de soja e milho, a partir da compilação de dados oriundos da medição meteorológica de 33 estações instaladas em fazendas. Os produtores poderão acompanhar pela internet a variação de tempo em sua propriedade e as previsões das nuvens.

“O Brasil vai ter que começar a pensar a exportar não só commodities, mas agregar valor (...). Temos que acompanhar as tendências que o mundo quer, o que os consumidores querem”, diz a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao fazer um balanço de sua missão ao mundo árabe, em setembro. Ela ouviu manifestações de interesses pelos produtos brasileiros dos egípcios pelos lácteos, dos sauditas pelas castanhas, derivados de ovos e frutas, e dos kuwaitianos pelo mel.

Observatório da Agropecuária

Foi lançado, em evento com a presença do presidente Jair Bolsonaro e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o Observatório da Agropecuária Brasileira, projeto que vai oferecer a gestores do agro acesso a informações estratégicas para tomada de decisões e elaboração de políticas públicas para o setor. Pela iniciativa, será possível o acompanhamento e a gestão integrada dos dados produzidos por diferentes unidades do Ministério da Agricultura e de outros ministérios com projetos relacionados ao setor. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Embrapa e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Mais Blindagem

Em 17 de setembro, o Diário Oficial da União, em sua publicação do ato nº 62, veiculou o registro de 63 novos defensivos, dos quais 56 são genéricos, portanto, baseados em ingredientes ativos já em uso no mercado. Dos demais, sete são produtos novos, como o ingrediente ativo Fluopriram, nematicida para culturas como batata, café, cana, milho e soja, e fungicida para algodão, feijão e soja, que ficou dez anos esperando sua análise e aprovação. E também um clone do herbicida florpirauxifen-benzil, para plantas daninhas de difícil controle do arroz, e com menor toxicidade do que os demais produtos no mercado.

Tabaco verde-amarelo

O Brasil, há 27 anos líder em exportações de tabaco, deverá ter, em 2019, aumento em seus embarques em 10% a 15% em volume, e em 6% a 10% na receita. A expectativa é que as vendas externas superem os R$ 2 bilhões. De janeiro a agosto, foram embarcadas 345 mil toneladas, ou US$ 1,35 bilhão, o que representou 0,91% do total de exportações brasileiras e 4,73% dos embarques da Região Sul. Só no Rio Grande do Sul, o tabaco representou, até agora, 9,02% do total das exportações. Os números foram encomendados pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) junto à PriceWaterhouseCoopers (PWC).

Oeste baiano: safra histórica

O Oeste da Bahia colheu, na safra 2018/19, sua segunda maior safra. A soja rendeu 5,3 milhões de toneladas, produtividade média de 56 sacas/hectare; já o algodão, com média de 300 arrobas/ hectare (15 a menos que no ano anterior), chegou a 1,5 milhão de toneladas de pluma. E a área da cultura deverá se expandir de 331 mil hectares para 347,5 mil, 5% a mais. Já a soja terá área superior em 1,3%, enquanto o milho, a terceira cultura mais importante da região, teve produção de 1,3 milhão de toneladas, em 150 mil hectares, produtividade prejudicada pelo clima de 140 sacas/ hectare. Para 2019/20, espera-se 180 sacas na mesma extensão prevista.

R$ 32,6 bilhões

Este será o investimento previsto no segmento florestal entre 2020 e 2023. E, de 2104 a 2018, tal aporte já foi de R$ 20 bilhões. Os números futuros representam aumentos na produção de celulose de 3,2 milhões de toneladas, de 1,9 milhão de celulose solúvel e de 1,2 milhão em papel, além de mais 570 mil metros cúbicos de MDF e outros 450 mil de serrados. A previsão é pela construção de sete novas fábricas. Oeste

R$ 38,9 bilhões

É o volume das contratações de operações de crédito oficial nos dois primeiros meses da safra 2019/20 (julho/ agosto). Operações assim divididas: custeio, R$ 24,8 bilhões (+2%); investimento, R$ 7,2 bilhões (+14%); comercialização, R$ 4 bilhões (+41%); industrialização, R$ 2,9 bilhões (+40%). Destaques, ainda, para o custeio Pronamp, de produtores médios, que alocou R$ 5,9 bilhões (+28%), e para o Pronaf, de agricultores familiares, com R$ 4,4 bilhões (+16%).

R$ 601,9 bilhões

O tamanho do Valor Bruto de Produção (VBP), renda “antes da porteira” (sem considerar os custos) de 2019, o segundo maior em 30 anos (só inferior aos R$ 607,9 bilhões de 2017). E aumento de 1,5% sobre o ano passado, de R$ 593,1 bilhões. As lavouras representaram R$ 394,8 bilhões, e a pecuária, R$ 207,2 bilhões. Destaques aos aumentos de milho, com 22,1%, e algodão, com 14,5%. Já a soja caiu 12,6%; o arroz, 6,5%; e o café, 24,7%. Soja, milho, cana-de- -açúcar, algodão e café representam 77,7% do VBP total das lavouras.