Glauber em Campo

MODELO CALÍGULA DE GOVERNAR IMPREGNADO NO BRASIL

Glauber Silveira

Para quem não sabe da história, Calígula foi o terceiro imperador romano. Ele era apaixonado por sua irmã, com quem teve relações incestuosas. Porém sua irmã morre, deixando-o desequilibrado e fazendo com que ele comece a construir templos em homenagem à sua amada. Isso faz com que Roma fique sem recursos e totalmente endividada. Calígula resolve repor os recursos esbanjados fazendo uma lei na qual todo aquele que fosse considerado traidor perderia todas as suas posses para o Império. Com isso, por qualquer motivo insignificante, as pessoas mais abastadas e os senadores eram condenados por traição, e ele repunha os cofres. Mas isso foi por pouco tempo, afinal os gastos exagerados e extravagantes se mantiveram.

Estamos observando este mesmo modo Calígula de governar nos estados brasileiros e mesmo no Governo Federal. O empobrecimento do Brasil se deu devido à extravagância na gestão pública, à ineficiência, ao mau uso do recurso público, aos salários e benefícios exorbitantes, e às regalias efetivadas nas diversas esferas do Estado brasileiro. Sendo assim, mesmo com o nosso País tendo uma carga tributária superior a 40%, temos um Estado falido e que, agora, como Calígulas em prefeituras, nos governos estaduais e mesmo no Governo Federal, quer sacrificar diversos setores – sendo o principal deles o agropecuário – para cobrir o rombo dos cofres públicos.

Vemos, agora, na proposta de reforma tributária, o mesmo entendimento Calígula a ser implantado. Ao que tudo indica, ou pelo texto apresentado até agora, seja na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 110, que está no Senado, ou na PEC 45, que está na Câmara Federal, o setor agropecuário será penalizado. Tenho acompanhado o esforço gigante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para colocar emendas nas duas PECs para que o setor produtivo não seja aind...

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