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ONDE E QUANDO GANHAREMOS A GUERRA DA COMPETITIVIDADE NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS?

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A primeira etapa foi a criação de uma nova agricultura tropical sustentável, iniciada em 1974, que foi comprovada na utilização do nosso bioma Cerrado. Se o Brasil, até então, era um grande importador de alimentos e matérias-primas no setor agrícola e só exportava produtos tropicais – como café, cacau, borracha e madeiras tropicais, segmentos em que não tinha concorrência –, chegou-se à conclusão de que o País teria que criar, através de estudos e criteriosa pesquisa, as inovações que dessem ao produtor brasileiro condições de utilizar, de forma inovadora, os escassos recursos naturais que dispunha na área dos cerrados brasileiros. A região era considerada, na época, o bioma mais degradado existente no mundo, não só aqui, como também na África e na Ásia Tropicais.

Foi necessário que, antes de utilizar esses recursos naturais, o produtor brasileiro conhecesse as diversas formas de recuperação química, física e biológica desses solos, de pobreza inquestionável. Sabíamos da sua baixíssima fertilidade, e que, antes de poder usar essas áreas, o produtor teria de corrigir a acidez inerente nessa região. Por outro lado, a necessidade de mineralização desse solo começava a provocar a mudança química que permitia o início de uma fertilidade num solo antes considerado, pelos mais hábeis produtores, que “cerrado, só dado ou herdado”. Iniciava, assim, a mudança tão desejada nas áreas que, antes, só serviam “para fazer longe”. Uma terceira etapa, que foram os usos de manejo adequado indispensáveis à mudança da estrutura do solo. Até aí, o produtor, com a ajuda do Governo, cumpria a sua missão no projeto Polocentro, no qual existia a meta de incorporar ao processo produtivo brasileiro 3 milhões de hectares em cin...

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