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A relevância das sementes VIGOROSAS

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O vigor significa emergência mais rápida e uniforme, melhor desenvolvimento radicular e, por consequência, maior aproveitamento de água, luz e nutrientes do solo, além de maior atividade fotossintética pelo desenvolvimento mais rápido da parte aérea

Doutor em Agronomia/Fitotecnia João Almir Oliveira, professor titular da Universidade Federal de Lavras/MG

Primeiramente, é preciso entender que a qualidade de um lote de semente é composta por quatro atributos: físicos, genéticos, sanitários e fisiológicos. Para determinar esse e uniforme das plântulas, sob condições adversas do ambiente.

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es adversas do ambiente. Com a utilização de sementes de alto vigor, o agricultor terá uma maior segurança de sua lavoura se tornar mais produtiva. Por esse motivo, é fundamental conhecer muito bem a qualidade das sementes que serão utilizadas na implantação, para que a produtividade seja sempre elevada, pois sementes com elevada qualidade permitem o acesso aos avanços genéticos de plantas, que garantirão a qualidade desejada, além de tecnologias de adaptação nas diversas regiões.

Portanto, quando o agricultor utiliza um lote de sementes de alto vigor, propiciará uma emergência mais rápida e uniforme das plântulas, com melhor desenvolvimento do sistema radicular, tendo, com isso, um maior aproveitamento de água, luz e nutrientes do solo, maior atividade fotossintética pelo desenvolvimento mais rápido da parte aérea. Isso resulta, portanto, em uma população ideal de plantas, ou seja, bem desenvolvidas, espaçadas e uniformes, sem aglomerados ou falhas, sendo consideradas como plantas de “alto desempenho”. A ocorrência de seca após semeadura ou chuvas intensas com encharcamento do solo, como é muito comum em algumas regiões produtivas do País, a ocorrência de baixas ou elevadas temperaturas do solo logo após o plantio (como tem ocorrido em alguns anos), além da compactação superficial do solo, erros na profundidade de semeadura ou assoreamentos da linha de semeadura após uma chuva intensa são alguns dos inúmeros fatores estressantes que podem ser menos drásticos quando se utiliza um lote de sementes com alto vigor – conforme já constatados em resultados de pesquisas com diferentes espécies.

Por outro lado, quando o agricultor não conhece a qualidade fisiológica da semente e utiliza uma semente de baixo vigor, com certeza, irá resultar em uma germinação e emergência mais lentas e desuniforme, ficando mais suscetíveis ao ataque de doenças, principalmente oriundas de fungos de solo, originando plantas com crescimento reduzido e desuniforme, e menor desenvolvimento radicular, favorecendo a proliferação de plantas daninhas. Como consequência de tudo isso, o produtor ainda pode perder a janela ideal de cultivo, pois, na maioria das vezes, tem que fazer o replantio, então com maior gasto com sementes e desperdício de fertilizantes. Além de maiores gastos com aplicações de defensivos, pois as plantas menos vigorosas também são mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças, e tudo isso pode favorecer para uma maturação desuniforme que, finalmente, resulta em lavouras menos produtivas.

De acordo com vários trabalhos já realizados em diferentes espécies, quando o agricultor utiliza um lote de sementes com alto vigor, ele poderá ter um aumento significativo na produção. Como exemplo, na cultura da soja, existem vários trabalhos realizados pela Embrapa em que foram verificados que sementes de alto vigor podem proporcionar um aumento de produtividade que varia de 10% a 30% em relação ao uso de um lote de sementes de baixo vigor. Embora o teste de vigor ainda não seja uma exigência do Ministério da Agricultura dentro do sistema de produção de sementes, um grande número de empresas já utiliza vários testes de vigor para garantir a qualidade de suas sementes, principalmente próximo ao período de plantio. Portanto, quando da aquisição de sementes para o plantio, o agricultor deve exigir que o vendedor ou o próprio produtor apresente os resultados de algum teste de vigor que tenha sido utilizado para avaliar a real qualidade dessas sementes.

Corteva inaugura Centro de Tecnologia de Tratamento de Sementes

A Corteva Agriscience inaugurou, no mês passado, o Centro de Tecnologia de Tratamento de Sementes (CSAT), em Formosa/GO, o primeiro da companhia na América Latina e o segundo no mundo. O início das operações da unidade contou com a presença de clientes multiplicadores da empresa de diferentes regiões do Brasil. O investimento em Goiás faz parte de um pacote de US$ 90 milhões da companhia em sete plantas no País, explica o presidente da Corteva, Roberto Hun. “Esse é o primeiro fruto desta nova história desde a independência da Corteva, em junho deste ano, e faz parte do nosso compromisso de estabelecer cada vez mais nossas raízes no Brasil”, destaca o executivo. O negócio de sementes é responsável por 56% do faturamento global da companhia. Na agricultura brasileira, a estimativa é de que em torno de 95% das sementes de soja cultivadas passem pelo processo do tratamento industrial contra problemas como fungos, doenças e pragas. No milho, esse índice é de 100%.

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Da esq. para a dir., Érico Cardoso, líder comercial de Tratamento de Sementes, Roberto Hun, presidente da Corteva, e Christian Meyer Pflug, líder da Área de Tratamento de Sementes

Segundo o líder da Área de Tratamento de Sementes da Corteva, Christian Meyer Pflug, a intenção do CSAT é oferecer todos os serviços necessários aos multiplicadores para que possam ter a confirmação de qualidade do tratamento que aplicam nas sementes. “Para isso, vamos oferecer as análises das receitas que esses multiplicadores utilizam, garantindo que a semente esteja completamente protegida visando à produtividade na lavoura”, detalha. Entre as análises realizadas pelo CSAT estão os testes de compatibilidade, para avaliar a qualidade da receita usada; teste visual, que observa o recobrimento adequado das sementes; teste de abrasão e dust-off, para avaliar a adesão ao tratamento; teste de seed safety/shelf-life, que verifica por quanto tempo as sementes podem ficar armazenadas e sua qualidade em relação à germinação e ao vigor; teste de fluidez e plantabilidade, para analisar se as sementes germinam adequadamente; teste de uptake, que avalia a absorção dos produtos para efetivo controle de pragas e doenças; e teste de loading, que verifica a quantidade de ativos presentes nas sementes.

A Granja esteve em Formosa/GO a convite da Corteva.

Basf: websérie relata sucessos de produtores de milho

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A produtividade de 144 sacas de milho por hectare não impressiona o produtor Argino Bedin, 69 anos, de Sorriso/ MT. “Tem que ter um bom tratamento de sementes e fazer o manejo adequado”, justifica. E o manejo eficiente é defendido pelo gerente de Marketing de Milho da Basf, Stael Prata Silva Neto. Além do controle de insetos, ele também destaca a importância do controle de doenças foliares com aplicações preventivas de fungicidas.
“Queremos auxiliar o produtor de milho no manejo correto da lavoura. A adoção de tecnologias, com o uso de soluções inovadoras, contribui para a longevidade do cultivo e o legado do agricultor”, explica. Histórias de sucesso no milho estão registradas na websérie Cultivando Histórias, iniciativa da Basf que busca valorizar o legado de agricultores. “É uma homenagem para quem fez do Brasil um dos maiores produtores de milho do mundo. É uma parceria de longo prazo da Basf com os produtores de milho.

Brandt do Brasil leva soluções para vicentinópolis/Go

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A Brandt do Brasil participou na 1ª Feira de Tecnologia promovida pela Sul Goiano Agro, em Vicentinópolis/GO, no mês passado. “Esse é mais um evento da Brandt do Brasil com a Sul Goiano Agro, parceiro importante do Centro-Oeste. Realizamos palestras sobre as soluções que colocamos à disposição dos agricultores para contribuir para o melhor resultado econômico da agricultura”, afirma Éder de Souza Santos, representante técnico de vendas da Brandt do Brasil. Os destaques da empresa na feira foram as tecnologias Smart System e Manni-Plex, com foco em milho e soja. “Essas tecnologias têm como principal função aumentar a absorção e o movimento dos nutrientes, além de distribuí-los por toda a planta, contribuindo para que ela atinja seu máximo potencial genético”, explica Jorge Mendonça, gerente regional de Venda da Brandt do Brasil.

“ NOSSO OBJETIVO É DESENVOLVER HÍBRIDOS MAIS INOVADORES E EFICIENTES"

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Diogênes Panchoni, líder de Marketing da Morgan

Quais foram os mais recentes lançamentos de híbridos da Morgan e quais as suas principais características?

A Morgan apresentou ao mercado os híbridos MG515, MG545, MG408, MG593 e MG618, todos voltados à máxima produtividade e tolerantes ao complexo de enfezamento. Os precoces MG515 e MG545 trazem a tecnologia PowerCore Ultra (PWU) e foram desenvolvidos para obter ganhos acima da média na produção, com estabilidade e qualidade de grãos na safra verão e segunda safra. O MG408 tem no ciclo superprecoce seu principal diferencial, antecipando a colheita e permitindo que o produtor acesse o mercado mais cedo. O MG593 traz ampla adaptabilidade, sanidade foliar e qualidade de colmo, e o MG618, estabilidade em condições adversas. Estamos muito satisfeitos com a aceitação. O mercado testou os novos híbridos, e eles já estão no planejamento de safra 2019/2020 de produtores de todo o País.

Como a tecnologia PWU colabora no aumento da produtividade?

A biotecnologia PowerCore Ultra apresenta ação quádrupla das proteínas inseticidas que reduz a chance de resistência simultânea e auxilia no manejo das principais pragas que atacam a cultura do milho, como lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus), broca-do-colmo (Diatraea saccharalis), lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) e lagarta-preta-das-folhas (Spodoptera cosmioides). Outras duas proteínas conferem tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, o que proporciona controle de um amplo espectro de plantas daninhas e permite que a lavoura expresse seu máximo potencial produtivo. A tecnologia tem a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Quais são os principais diferenciais competitivos da Morgan no segmento de sementes?

A Morgan investe constantemente em melhoramento genético e biotecnologia com foco na eficiência no campo. Parceira do produtor, utiliza a inovação e a tecnologia empregada para oferecer materiais que respondam com alta produtividade, estabilidade e qualidade na safra.

O que o produtor não pode deixar de levar em consideração no planejamento de safra?

A escolha de um híbrido de qualidade, aliada ao manejo adequado, é fator decisivo para quem visa obter o máximo aproveitamento da produção. É essa etapa que vai proporcionar muito mais segurança ao produtor para enfrentar eventuais desafios, como adversidades climáticas e pressão de pragas e doenças.

Quais são os planos da marca para a agricultura brasileira neste ano-agrícola e nos próximos?

O Brasil é, reconhecidamente, um dos principais players do agronegócio e deve ajudar a suprir a demanda mundial por alimentos a médio e longo prazos. Consequentemente, nosso principal objetivo é desenvolver híbridos cada vez mais inovadores e eficientes para atender às necessidades dos mercados local e global. basf