Herbert & Marie Bartz

O BRASIL POSSÍVEL CADA DIA MAIS REAL

Herbert

Nesta coluna, vamos fazer um resgate histórico e relatar percepções que temos obtido nas diversas esferas as quais permeamos. Desde que começamos a escrever esta coluna, é incontestável que lutamos sem medida e esforços por uma agricultura sustentável e sabemos que isso é possível. Baseado, especialmente, na trajetória que Herbert Bartz trilhou ao longo desses 47 anos, desde que ele plantou sua primeira lavoura sob plantio direto (PD), em outubro de 1972. Um processo que se iniciou em 200 hectares em Rolândia, no Norte do Paraná, e que, hoje, abrange quase 35 milhões de hectares no Brasil (por volta de 60% de nossa área de grãos) e se alastrou pelos países vizinhos. O mais fabuloso e que nos orgulha desse processo todo é ele ter nascido entre nossos agricultores e ter vindo de baixo para cima, ou seja, dos agricultores para a pesquisa e o Governo.

O início foi tímido, por que como plantar na marmelada? É louco aquele que planta no mato, não? Foram necessárias quase duas décadas para realmente haver um crescimento vertiginoso na adoção do que, nesse período, passou a ser chamado de sistema plantio direto (SPD), o qual (vamos repetir isso aqui na coluna quantas vezes for necessário) possui como base os três princípios: 1) mínimo revolvimento do solo (apenas na linha do plantio); 2) manutenção de cobertura permanente (seja ela viva ou morta); e 3) rotação de culturas e uso de culturas de cobertura e adubação verde. Se não forem cumpridos esses três princípios no sistema, é apenas PD, a técnica de plantio sobre a palhada da cultura anterior. Nesse período, os agricultores se organizaram em grupos para discutir os sucessos e, especialmente, as problemáticas e dificuldades, e, através do compartilhamento de experiências, conseguirem chegar às solu...

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