Glauber em Campo

PESTICIDAS – A POLÊMICA QUE TIRA COMPETITIVIDADE

Glauber

O clima tropical do Brasil favorece a propagação de pragas e doenças, bem como sua proliferação e resistência. O que é usado na Europa (clima temperado, que ajuda na quebra do ciclo de pragas) não se aplica aos países da América Latina, por exemplo. Apesar de o Brasil seguir todo o processo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, respeitando o limite máximo de resíduo, com margem de segurança, e o País ter uma legislação de 30 anos e mais rígida, mesmo assim sofremos críticas injustas e preconceituosas.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) sempre defendeu que, se não forem usados como manda o fabricante, os pesticidas, como qualquer substância química, podem causar sérios riscos à saúde do consumidor e, principalmente, do trabalhador do campo. Com o uso adequado, não há risco comprovado cientificamente. O Brasil exporta, atualmente, para 192 países. Se tivéssemos os limites de resíduos acima do permitido, estaríamos exportando nossos produtos?

O Brasil aparece na 44ª posição em um ranking da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre uso de defensivos agrícolas. Segundo os dados da organização, o consumo relativo no País foi de 4,31 quilos de defensivos por hectare cultivado em 2016. Entre os países europeus que utilizam mais defensivos que o Brasil aparecem Países Baixos (9,38 kg/ha), Bélgica (6,89 kg/ha), Itália (6,66 kg/ha), Montenegro (6,43 kg/ha), Irlanda (5,78 kg/ha), Portugal (5,63 kg/ ha), Suíça (5,07 kg/ha) e Eslovênia (4,86 kg/ha). Os números constam do banco de dados da FAO, que fornece estatísticas de 245 países desde 1961 sobre alimentos e agricultura. Logo após o Brasil aparecem a Alemanha, em 47º lugar; a França, em 48º; e a Espanha, em 49º.

O ...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!