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CAFÉ Safras aponta comercialização 2019/20 do Brasil em 34%

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Lessandro Carvalho - [email protected]

A comercialização da safra de café do Brasil da safra 2019/20 (julho/junho) chegou a 34% até o dia 10 de julho. O dado faz parte de levantamento de Safras & Mercado. No último mês, a comercialização avançou em seis pontos percentuais. As vendas estão adiantadas em relação ao ano passado, quando 31% da safra 2018/19 estava comercializada neste mesmo referencial. A comercialização está também acima da média dos últimos cinco anos, que é de 29% para esta época. Com isso, já foram comercializadas 20,04 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de Safras & Mercado, de uma safra 2019/20 de café brasileira de 58,9 milhões de sacas. Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, as vendas da safra 2019/20 ganharam impulso diante da disparada do preço do café. “O produtor aproveitou o susto climático para fechar posições e, com isso, cobrir despesas, que crescem nesse período de colheita, oxigenar o caixa e melhorar a rentabilidade do seu negócio”, comentou o consultor de Safras. As vendas do café arábica chegaram, então, a 33%, ficando acima de igual época do ano passado (de 30%) e da média habitual para o período (de 28%). Já as vendas do café conilon alcançam 36% da safra até então, ligeira mente acima do ano passado (de 35%) e superior à média dos últimos anos (32%).


MILHO Colheita avança com desafio maior à exportação no segundo semestre

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Arno Baasch - [email protected]

A colheita da safrinha de milho superava pouco mais de 60% da área na segunda metade de julho, sinalizando cada vez mais a necessidade de um bom desempenho nas exportações, ao longo dos próximos meses, de modo a evitar um quadro de elevada oferta interna e de consequente pressão às cotações. A mais recente atualização de Safras & Mercado indicou uma produção recorde de 74,541 milhões de tonelada na safrinha 2019. “Com isso, o Brasil precisará exportar ao menos 34 milhões de toneladas até o final do ano comercial, das quais pouco mais de 15 milhões estavam programadas para embarques”, sinaliza o analista de Safras Paulo Molinari. Ele comenta que o cenário externo na primeira metade do ano até foi positivo, com uma previsão de safra menor que a prevista nos Estados Unidos e a desvalorização do real frente ao dólar. “A demanda interna também tem sido satisfatória neste ano, com o bom resultado no segmento avícola, a elevação do peso dos abates de suínos e a ampliação na demanda de milho voltada ao segmento de etanol”, afirma. Molinari ressalta que o Brasil tende a enfrentar uma maior concorrência para atender a mercados como Irã e Europa, no segundo semestre. “Países como Ucrânia e Argentina deverão colher, respectivamente, volumes recordes de 36 milhões de toneladas e 46 milhões de toneladas de milho e estão presentes no mercado de exportação. Assim, as oportunidades que surgirem ao Brasil não devem ser desprezadas.”


ARROZ Apesar de menor oferta nesta safra, preço segue caindo

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Rodrigo Ramos

O mercado de arroz esteve muito travado em todo o Brasil ao final da terceira semana de julho. As indicações de preços seguiam caindo, apesar da oferta muito menor nesta temporada no mercado doméstico. “De acordo com as indústrias, a dificuldade no repasse dos preços do arroz beneficiado para o varejo vem pressionando as cotações, que, apesar da postura retraída de boa parte dos produtores, devem seguir enfraquecidas nas próximas semanas”, prevê o analista de Safra & Mercado Gabriel Castagnino Viana. Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos de arroz em casca em 18 de julho esteve cotada a R$ 42,94, queda de e 2,16% em 30 dias. Na comparação com o mesmo período do ano passado, ainda há alta de 3,09%. Segundo o primeiro levantamento de intenção de plantio realizado por Safras & Mercado, a área a ser plantada com arroz no Brasil na temporada 2019/20 deve ser de 1,817 milhão de hectares, decréscimo de 1,2% em relação à safra anterior. A produtividade média pode somar 6.204 quilos por hectare, ante 5.800 quilos em 2018/19. O potencial de produção brasileiro é de 11,275 milhões de toneladas, 5,7% superior às 10,670 milhões de toneladas da safra 2018/19. Conforme o analista, ainda é muito cedo para se ter números exatos quanto ao tamanho da safra 2019/20. “Produtores ainda estão realizando a compra de insumos para o plantio e a manutenção das lavouras”, relata.


TRIGO Safras & Mercado projeta maior produção no Brasil

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Gabriel Nascimento, [email protected]

A produção brasileira de trigo deverá somar 5,64 milhões de toneladas na temporada 2019/20, crescendo 8% sobre a temporada anterior, de 5,245 milhões de toneladas. A previsão é de Safras & Mercado. A produtividade deverá subir 9%, de 2.530 quilos para 2.758 quilos/hectare. A área deverá recuar 1%, de 2.073 milhões para 2.045 milhões de hectares. “Esta conjuntura se deve, principalmente, ao fato de os produtores investirem menos nesta cultura, que vem sofrendo com consecutivas quebras de safra ao longo dos anos, levando a uma queda da atratividade”, informa o analista de Safras & Mercado Jonathan Pinheiro. Para essa estimativa, há uma atualização com redução da produtividade nos dois principais estados produtores, avaliando fatores como o fraco desenvolvimento das lavouras no Rio Grande do Sul no início da janela de plantio, além de atrasos e geadas que afetaram regiões produtoras no Paraná, gerando perdas mais significativas à produção estadual. “Apesar disso, ainda há crescimento da produção e da produtividade nacional frente à safra passada”, completa Pinheiro. Conforme o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a área plantada no Paraná é estimada em 1,006 milhão de hectares, 9% abaixo dos 1,102 milhão de 2018. E a safra deve totalizar 3,235 milhões de toneladas, 15% acima das 2,808 milhões de toneladas de 2018.


SOjA Plantio brasileiro 2019/2020 será a maior área até hoje

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Dylan Della Pasqua - [email protected]

Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 36,631 milhões de hectares em 2019/20, a maior área da história, crescendo 0,8% sobre o total semeado no ano passado, de 36,339 milhões. A projeção faz parte do levantamento de intenção de plantio de Safras & Mercado. Com uma possível elevação de produtividade, de 3.270 quilos para 3.396 quilos por hectare, a produção deve ficar acima da obtida nesta temporada. A previsão inicial é de uma safra de 123,788 milhões de toneladas, 4,7% maior que as 118,242 milhões obtidas neste ano. O analista de Safras & Mercado Luiz Fernando Roque destaca que, apesar do novo recorde, o ritmo de aumento da área deverá diminuir nesta safra, em comparação com as anteriores. As incertezas com relação a questões fiscais no Brasil – como as discussões envolvendo a Lei Kandir e o Funrural – somadas a um novo aumento dos custos, à queda recente nos preços e a indefinições sobre os rumos do mercado internacional no contexto da guerra comercial EUA-China trazem um cenário de desconforto para o produtor brasileiro neste momento. “Tal desconforto leva, inicialmente, a intenção de elevar pouco a área a ser semeada com soja na nova temporada. Além disso, a recente melhora na remuneração da pecuária brasileira diminuiu o ímpeto da transferência de pastagens para o cultivo da oleaginosa”, explica Roque.


ALGODÃO Preços domésticos intensificam tendência de baixa

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Rodrigo Ramos

As retrações expressivas no mercado internacional e no câmbio derrubaram as cotações do algodão no Brasil para os menores preços desde 18 de dezembro de 2017. No Cif de São Paulo, a média de preços ficou em R$ 2,60 por libra-peso em 18 de julho, acumulando queda de 6,14% em 30 dias e de 23,3% quando comparado a igual momento do ano passado. Conforme o analista de Safras & Mercado Élcio Bento, a proximidade do ingresso da maior safra da história faz com que as cotações internas sigam buscando um ajuste à paridade de exportação. “Até o momento, no entanto, a retração dos preços no âmbito doméstico não tem sido suficiente para melhorar a competitividade, devido aos movimentos baixistas do dólar e da Bolsa de Nova York”, explica. No Fob exportação de Santos/SP, a pluma fechou indicada a 71,02 centavos de dólar/libra-peso no dia 18 de julho. O contrato de dezembro na Ice Futures, em Nova York, Estados Unidos, encerrou no mesmo dia a 62,88 centavos, 8,12% abaixo do brasileiro. No dia 19 de julho, foi divulgada a intenção de plantio de Safras & Mercado. A área plantada no Brasil em 2019/20 deverá ser de 1,509 milhão de hectares, recuo de 7% sobre os 1,622 mil hectares da safra anterior. A indicação inicial é de um recuo de 1,34% na produtividade, de 1.747 quilos para 1.724 quilos/hectare. A produção poderá atingir 2,602 milhões de toneladas – retração de 8,2%, ante 2,835 milhões.