Primeira mão

240,7 milhões

De toneladas de grãos. Eis a safra brasileira da temporada 2018/19, segundo a Conab. A maior, até hoje, na agricultura brasileira. Ou 2,9 milhões de toneladas superior à então recorde, de 2016/17. E 13 milhões de toneladas a mais que o obtido na safra 2017/18, ou expansão de 5,7%, numa área de 62,9 milhões de hectares (+1,9%). E o milho de segunda safra foi o causador do resultado histórico, ao contribuir com 72,4 milhões de toneladas, incremento de 34,2% sobre o seu desempenho anterior, enquanto o cereal de primeira safra foi de 26,2 milhões de toneladas (-2,5%). Já o algodão teve um boom de área de 32,9%


300 milhões

De toneladas de grãos. Eis a safra brasileira... 2028/29! Os números compõem o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas, da Embrapa. O volume representa 62,8 milhões de toneladas a mais – ou +27% – sobre a recente safra 2018/19, de 236,7 milhões. O crescimento médio anual deverá ser de 2,4%, e a produtividade, de 2,98% a cada ano.


Crédito: +9%

A contratação de crédito rural na safra 2018/19 (entre os meses de junho) somou R$ 176 bilhões, ou 9% a mais que no ciclo anterior. Os recursos foram disponibilizados nas modalidades custeio, investimento, agroindustrialização e comercialização. O custeio foi ampliado em 7%, para R$ 99 bilhões, praticamente um quarto desse montante para os produtores médios (via Pronamp), enquanto os investimentos demandaram R$ 43,63 bilhões (+9%). Na modalidade investimento, destaque para o Moderfrota (aquisição de máquinas e implementos), com R$ 8,8 bilhões (+17%), ao Moderagro, para modernização e expansão da setores agropecuários, com R$ 857 milhões (+26%), e ao PCA, construção e ampliação de armazéns, R$ 1,1 bilhão (+25%).


Parabéns, OCB!

A Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) lançou, em sessão solene no Plenário do Senado, no mês passado, o Anuário do Cooperativismo Brasileiro (https://somoscooperativismo.coop.br/assets/arquivos/ Publicacoes/Anuario-2018.pdf) em comemoração aos seus 50 anos de fundação, celebrados em 2019. “Diante da relevância das cooperativas para o País, gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos pelo empenho em desenvolver o cooperativismo brasileiro, mas também para pedir que continuem olhando com o cuidado que as cooperativas merecem”, lembrou o presidente da entidade, Márcio Lopes de Freitas. “Nós já fazemos muito, social e economicamente falando, mas queremos e podemos fazer muito mais. Por isso, contamos com cada um de vocês, inclusive com representantes do Governo Federal e do Judiciário aqui presentes. Temos demandas urgentes tramitando nas Comissões desta Casa de Leis e nos ministérios, e, juntos, podemos transformar o Brasil num país muito mais cooperativo.”


Brasil Mais Cooperativo

E para fortalecer o cooperativismo rural, o Ministério da Agricultura lançou o programa Brasil Mais Cooperativo, que possibilita uma série de apoios ao setor. A exemplo, foi ampliado o acesso das cooperativas à emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), assim como foi assinada uma proposta de decreto que cria o Selo Biocombustível Social, além de uma melhor oferta de assistência especializada. “As cooperativas são grandes parceiras da agricultura familiar, e nós vamos utilizar esse sistema para potencializá-la. Organizados cooperativamente, pequenos e médios agricultores passam a ter maiores vantagens em termos de escala de produção, redução de custos, logística, facilidade de acesso a insumos e tecnologias de produção”, destacou o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.


Mais irrigação

A área brasileira de irrigação sob pivô central foi triplicada desde 2000, segundo levantamento da Agência Nacional das Águas (ANA) e da Embrapa, para 1,470 milhão de hectares (número de 2017). Minas Gerais, Goiás, Bahia e São Paulo concentram 77% da área total irrigada sob pivô, cada qual com 31%, 18%, 15% e 13% desse total, respectivamente. E surgiram, recentemente, novos polos de pivôs em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul, inclusive com crescimento em ritmo superior aos demais estados, cada unidade já com 8% da área nacional. O estudo completo está em www.ana.gov.br.


Tudo sobre as invasoras

A plataforma digital Up.Herb www.upherb.com.br disponibiliza, de forma gratuita, informações sobre as plantas daninhas, material organizado em tópicos com identificação de espécies, biologia, métodos integrados de controle, uso de herbicidas e comportamento desses produtos no ambiente, resistência aos produtos e tecnologia de aplicação. Além de uma biblioteca com boletins e livros. “Percebemos que os conteúdos disponíveis até então eram dispersos, de acesso restrito e, muitas vezes, em inglês. Por isso, vimos a necessidade de dispor, em um único local, um material completo e de qualidade sobre o assunto”, justifica o criador da plataforma, o professor Mauro Rizzardi, doutor em ervas daninhas.


Impacto da ferrugem

O eventual não tratamento da ferrugem da soja pode resultar em queda de 30% na produção da oleaginosa, redução na oferta que causaria uma elevação nos preços da soja em grão de aproximadamente 22,9%, e, assim, o valor do óleo de soja junto ao consumidor aumentaria em 10,6%. A conclusão é de estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), que mensurou os impactos econômicos da incidência de pragas e doenças em soja, milho e algodão.


Rancho de R$ 1,3 mil

A produção de alimentos para o consumo próprio pelos agricultores familiares da Região Oeste de Santa Catarina representa uma economia de supermercado de R$ 1.351,99 a cada mês. Foi o que apurou um levantamento da empresa estadual de pesquisa e extensão rural, a Epagri, apresentada no II Seminário de Pesquisa Estratégias e Práticas Alimentares de Famílias Agrícolas do Oeste Catarinense, em Chapecó/SC, que ouviu 381 famílias de 112 municípios do Oeste e Meio-Oeste. Nesses ambientes, em que 90% das propriedades têm menos de 50 hectares, as principais fontes de renda são o leite, presente em 55% dos locais, e a aposentadoria, em 54%. Entre 80% e 90% das propriedades produzem carnes (bovina, suína e de aves); 51%, queijo; 59%, salame; e 92%, pão.


Cadê o arroz?

Baixos estoques de passagem – os menores em duas décadas, em razão da quebra importante da safra passada –, associados às exportações acima do previsto, vão provocar falta de arroz no mercado no segundo semestre. É o que prevê a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A estimativa é que, até julho, seria exportado até 60% de tudo o que se previa para o ano. Conforme o diretor de Mercado da Federarroz, Marco Aurélio Tavares, os estoques do Rio Grande do Sul, ao se considerar estoques iniciais, produção, uso de sementes, volume de beneficiamento e saída de arroz em casca, além de importações e exportações, indicam que, ao final do ano-safra, haverá “mínimos estoques disponíveis de arroz em casca no Estado”. “Essa conjuntura nos leva a apostar em imediata valorização do cereal”, acredita.