Arroz

Rotação em terras baixas: uma lavoura à parte

O plantio de outras culturas e/ou a integração lavoura-pecuária em ambientes explorados com arroz irrigado é fundamental para a sustentabilidade do produtor e do setor orizícola. Mas muitos são os cuidados a serem considerados para adequar a área do cereal aos cultivos de soja, milho ou pastagem

Eng. Agr., MSc. Darci Francisco Uhry Junior, pesquisador, chefe da Seção de Fitotecnia do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), e Eng. Agr., Dr. Paulo Regis Ferreira da Silva, consultor técnico do Irga

O arroz é uma das bases da dieta dos brasileiros. O Rio Grande do Sul é o principal produtor de arroz do País, responsável por mais de 70% da produção nacional, com uma área cultivada de, aproximadamente, 1,1 milhão de hectares por ano. No entanto, a maior parte dessa área é caracterizada pelo sistema de produção de arroz na primavera-verão e, na entressafra, com pousio ou cultivo de pastagens. Essa monocultura, muitas vezes, resulta em um declínio paulatino do potencial produtivo, o que tem levado muitos produtores à adoção da rotação de culturas como forma de buscar a sustentabilidade na produção de arroz irrigado.

O arroz irrigado é, tradicionalmente, cultivado nos solos de terras baixas do RS, solos que abrangem 5,4 milhões de hectares. Desse total, estima-se que, aproximadamente, 3 milhões de hectares dispõem de estrutura para serem cultivados, mas, devido à disponibilidade limitada de água para irrigação das lavouras, apenas um terço da área é efetivamente cultivada com o cereal irrigado. A maioria da área não cultivada é utilizada para pecuária extensiva ou permanece em pousio.

Entre os problemas ocasionados pela monocultura do arroz, o aumento da infestação e a dificuldade de controle de plantas daninhas são os dois principais, devido à evolução dos casos de resistência a herbicidas. Em muitas áreas arrozeiras, esse foi o...

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