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VENDA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS: QUEDA NO VOLUME E INCREMENTO NA RECEITA

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Ainda que o volume tenha apre-sentado redução, a venda de máqui-nas agrícolas alcançou uma receita de 9,6 bilhões de pesos no primeiro tri-mestre do ano, com um incremento de 62,5% em relação ao mesmo período de 2018. As colheitadeiras participa-ram com 39% do faturamento total, enquanto os tratores tiveram uma par-ticipação de 33%, segundo o Informe da Indústria de Máquinas Agrícolas do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec). Nas co-lheitadeiras, o aumento da receita foi de 77,7%, e, nos tratores, de 43,6%. A comercialização de semeadoras aumentou 43,9%, com faturamento 123,7% maior no primeiro trimestre de 2019. Nos três primeiros meses deste ano, os tratores de produção na-cional tiveram 73,1% de participação no mercado. Nas colhedoras, o índice ficou em 66,2% e, nos implementos, em 83,5%. Os resultados, que são creditados aos rendimentos obtidos nas lavouras, levam a indústria do país a ter expectativas positivas para o decorrer do ano.

TRIGO TEM EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO NA ZONA NÚCLEO

A Bolsa de Valores de Rosário informou que a principal zona pro-dutora do país está sendo conver-tida em uma grande área de trigo. Na última safra, o plantio foi re-corde na área, mas os rendimentos ficaram longe do ideal, devido às geadas e às baixas temperaturas. Mesmo assim, 4,7 milhões de to-neladas de trigo foram produzidas na região central. Para este novo ciclo, é esperada uma área ainda maior e também melhores rendi-mentos. Com 140 mil hectares a mais do que no ano passado, está previsto o plantio de 1,6 milhão de hectares na zona. O investimento e a tecnologia aplicada por meio dos insumos também terão incremento nesta safra. O potencial é grande para o trigo na região, com esti-mativa de 7 milhões de toneladas em um ciclo em que a Argentina projeta 21 milhões de toneladas.


MILHO

No final do mês passado, avançava a colheita nos lotes remanescentes dos primeiros plantios no centro e no sul da área agrícola. Ao mesmo tempo, estava em progresso o trabalho em cultivos mais tardios nas províncias de Buenos Aires e Córdo-ba. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os resultados mostram produtividades muito positivas, que permitem manter a projeção da safra em 48 milhões de toneladas.


SOJA

Segundo a Bolsa de Ce-reais de Buenos Aires, as produtividades das lavouras da segunda safra mantêm as médias acima das expectativas, o que aumenta a projeção de produção para 56 milhões de toneladas de soja no país. A expectativa seria ainda maior se não fosse pela perda gerada pelas enchentes no Chaco, Santiago del Estero e norte de Santa Fé. Os rendimentos, até agora, superam em muito a média das últimas cinco safras.


LEITE

A Secretaria de Agroindústria informou que as ven-das externas de produtos lácteos cresceram 9% entre janeiro e mar-ço, na comparação com o primeiro trimestre de 2018. Foram vendidas 72,6 mil toneladas por um valor de US$ 210,3 milhões. O incremento segue a tendência percebida em 2018, quando os embarques aumentaram 38%. A produção de leite também foi ampliada em 2% em abril, na comparação com março, totalizando 736,9 milhões de litros.


CARNE

Cerca de 25 empre-sas participaram, no mês passado, do Pavilhão “Carne Argentina”, do Insti-tuto para a Promoção da Carne Bovina Argentina (IPCVA) na feira Sial, na China. O presidente da IPCVA, Ulises Forte, garante que “há uma demanda chinesa que não tem teto, preços muito bons e uma instalação crescente da mar-ca ‘Carne Argentina’ pelas campanhas de marketing colocadas em prática”.