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CAFÉ Produção brasileira 2019/20 deve cair 8,1%

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Lessandro Carvalho - [email protected]

A safra brasileira de café 2019/20, que já está em processo de colheita, deve ficar em 58,9 milhões de sacas de 60 quilos. É o que aponta a nova estimativa de Safras & Mercado, realizada através de sondagem junto a cooperativas, produtores, exportadores, comerciantes, armazenadores e secretarias de agricultura. A safra 2018/19, antes indicada por Safras em 63,7 milhões de sacas, foi revisada para cima, 64,1 milhões. Assim, Safras estima uma queda de 8,1% na produção nova 2019/20. Segundo o consultor de Safras Gil Barabach, responsável pela estimativa, após um janeiro de umidade abaixo da média e temperatura muito elevada, as chuvas voltaram ao cinturão cafeeiro e garantiram uma boa granação à safra 2019. “E, lógico, isso refletiu diretamente sobre a perspectiva produtiva”, destacou. Assim, Safras, que trabalhava preliminarmente com ideia entre 55,90/58,70 milhões de sacas, ajustou o seu número para 58,9 milhões, confirmando o cenário mais otimista. O número de 2018/19 foi corrigido de 63,70 milhões para os atuais 64,10 milhões de sacas. “Por conta do resultado acima do esperado em algumas regiões produtivas. A excelente performance na exportação aliado aos armazéns ainda cheios para o período do ano reforçam esse sentimento de uma safra maior que a esperada no ano passado”, comenta.


ALGODÃO Apoiados na paridade de exportação, preços domésticos avançam

Agribusiness

Rodrigo Ramos - [email protected]

Sustentado pela recuperação dos preços internacionais e pela desvalorização da moeda brasileira, o algodão encerrou a terceira semana de abril com elevação de 0,34% ante a semana anterior. No Cif das indústrias paulistas, a fibra era indicada em R$ 2,93 por libra-peso em 18 de abril, o maior patamar desde 29 de março. Mesmo com essa leve alta dos preços em reais, no Fob exportação do Porto de Santos a indicação no início das operações no dia 18 era de 76,60 centavos de dólar/libra-peso, 1,6% abaixo do fechamento da semana anterior. “Com isso, a pluma brasileira estava 1,5% abaixo do contrato spot da Ice Futures de Nova York”, relata o analista de Safras Élcio Bento. Um mês atrás estava 8,5% acima e, um ano antes, 14,5% superior. “Esses números comprovam a retomada da competitividade do produto brasileiro em relação ao norte-americano, o que é essencial nesta e na próxima temporada em que o país possui um grande excedente de produção em relação ao consumo”, explica Bento. A temporada 2018/19 iniciou em junho de 2018 com 241 mil toneladas (base pluma). A produção foi de 2,095 milhões de toneladas e as aquisições internacionais ficaram em torno de 5 mil toneladas. Isso gera uma disponibilidade interna de 2,341 milhões de toneladas. “Recuperando, mas de forma gradual, o consumo da indústria nacional fechará por volta de 750 mil toneladas”, prevê o analista.


ARROZ Compradores elevam ofertas para garantir produto doméstico

Agribusiness

Rodrigo Ramos - [email protected]

Estoques domésticos apertados e a safra reduzida no Brasil dão suporte aos preços do arroz neste segundo trimestre do ano. “O ciclo comercial iniciou com os a menor relação estoque/consumo que se tem registro no país, de 2,4%”, destaca o analista de Safras & Mercado Gabriel Viana. As cotações sinalizam para uma tendência de alta, tendo saído de R$ 39,14 pela saca de 50 quilos de arroz em casca no final da primeira quinzena de março para R$ 42,44 a saca no início da segunda metade de abril, na média do Rio Grande do Sul, principal referência nacional. “Representa uma elevação de 3,41% em sete dias, de 8,02% em 30 dias e de 18,37% em relação ao mesmo período do ano passado”, relata Viana. “Com os níveis atuais de estoques e produção, fica claro que o Brasil chegará ao quarto ano consecutivo de aperto no quadro de oferta e demanda”, comenta o analista. “Historicamente, sempre que ocorre um desajuste no abastecimento, o mercado se autorregula: estoques baixos geram um aumento de preços, que estimula o plantio, dificulta exportações e atrai importações”, pondera. “Isso pode ser verificado nas temporadas 1997/98 e 2001/02”, exemplifica. Com a alta do dólar, a importação fica mais cara e compradores tentam segurar o cereal brasileiro no mercado doméstico.


TRIGO Mercado tem baixa oferta e pouca intenção de negociar no Brasil

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Gabriel Nascimento, [email protected]

A comercialização do trigo seguia lenta devido à baixa oferta e a pouca disposição dos produtores em negociar. Segundo o analista de Safras Jonathan Pinheiro, boa parcela dos produtores que ainda apresentavam oferta e tinham intenção de negociar, já o fizeram. “A maioria dos lotes que entra atualmente no mercado é de pequenos volumes e de pouca representatividade, não podendo servir de referência. As cotações vêm apresentando leve recuo gradual, já avaliando as condições das lavouras e intenção de plantio no país, até o momento aguardando uma menor áreas, porém maior produção nesta temporada”. A tendência dos preços deve seguir baixista, mas a baixa liquidez impede grandes variações, que são balizadas pelas paridades de importação. “Com preços firmes, o mercado deverá avaliar principalmente fatores climáticos para oscilações das cotações, até que haja maior liquidez no mercado nacional”. Para a implantação da safra 2019, produtores gaúchos solicitam elaboração dos custeios, encaminhando financiamentos para insumos. Foram intensificadas a aquisição de sementes para posterior plantio e as atividades de conservação de solos nas áreas que receberão a cultura. Há interesse dos produtores para implantação da cultura, com perspectiva de aumento de áreas. Este incremento deve atingir mais de 25%, em algumas áreas, em relação à safra 2018.


MILHO Brasil precisa acelerar ritmo de exportação

Arno Baasch - [email protected]

Agribusiness

O mercado de milho chegou em maio com o desafio de acelerar o ritmo das exportações. Segundo o analista de Safras Paulo Molinari, os negócios começam a avançar no PR e em GO, mas há necessidade de um maior fluxo dos demais estados. “Este é o desafio brasileiro de 2019, esvaziar entre 30 milhões e 32 milhões de toneladas via exportação”, comenta. Molinari lembra que o País passará a sofrer de uma maior concorrência da Argentina, com sinalização de uma safra recorde, bem como dos EUA, com elevados estoques e um bom indicativo de plantio, o que pode pressionar as cotações no mercado internacional. Com volumes de safrinha entre 68/70 milhões de toneladas entrando no mercado em 90 dias, é praticamente impossível a demanda interna sustentar os preços sozinha. “A exportação é parte fundamental para o mercado entre junho e setembro, quando a colheita tem o seu auge”. Molinari entende, porém, que o Brasil precisará ser mais ágil que o normal para acentuar as vendas de milho na exportação nos próximos meses. “Temos até agora perto de 2,7 milhões de toneladas embarcadas no ano comercial. Não perder a liquidez de exportação parece ser o foco mais importante para o mercado interno nas próximas semanas. Caso o País perca a oportunidade de exportar haverá um ingresso no próximo ano com estoques altos, o que poderá comprometer o potencial de preços do cereal”.


SOJA USDA CORTA PROJEÇÃO DE ESTOQUES DOS EUA

Agribusiness

Dylan Della Pasqua - [email protected]

O relatório de abril do USDA reduziu sua estimativa para os estoques finais americanos de soja na temporada 2018/19. E a previsão para a produção foi mantida. A produção 2018/19 está estimada em 4,544 bilhões de bushels, ou 123,7 milhões de toneladas. Os estoques finais em 2018/19 estão projetados em 895 milhões de bushels, o equivalente a 24,357 milhões de toneladas, contra 900 milhões de bushels estimados em março – 24,5 milhões. O mercado trabalhava com um número de 913 milhões de bushels, ou 24,85 milhões de toneladas. O USDA indica estimativa de exportação para 2017/18 de 1,875 bilhão de bushels, repetindo os dados de março. A estimativa para o esmagamento foi mantida em 2,1 bilhões de bushels. USDA projetou safra mundial em 2018/19 de 360,58 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 360,08 milhões. Os estoques finais foram elevados de 107,17 milhões de toneladas para 107,36 milhões. A projeção do USDA aposta em safra americana de 123,66 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 117 milhões de toneladas, acima das 116,5 milhões previstas em março e inferior à previsão do mercado, de 116,1 milhões. A previsão para a Argentina foi mantida em 55 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 55,5 milhões. Pelo lado da demanda, o USDA manteve estimativa de 88 milhões de toneladas.