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SAFRA HISTÓRICA

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A atual safra representará a maior colheita da história da Argentina, segundo informações do Governo. Para o milho, o número projetado é de 55 milhões de toneladas, enquanto para a soja, o volume deverá chegar a 55,9 milhões de toneladas. O total da safra 2018/2019 deverá ficar próximo a 145 milhões de toneladas. Para o secretário de Agronegócio, Luis Miguel Etchevehere, o recorde é mérito dos produtores e de sua “tenacidade ao voltar a confiar e investir para alcançar esse marco”. O representante do Governo destacou que a receita desta safra ficará próxima a US$ 28 bilhões e espera que o produtor consiga realizar as vendas da sua colheita ao longo do ano, no momento que considerar mais apropriado. Além da soja e do milho, este ciclo vai marcar a safra histórica de trigo, com 19,4 milhões de toneladas, 5,2% a mais do que a anterior.

DIFERENÇA DE PREÇOS

A diferença entre o preço recebido pelo produtor e o que o consumidor paga por um produto subiu em março 2,3% em relação ao mês de fevereiro, para a média dos 25 principais produtos agrícolas que são servidos nas mesas das famílias. Laranja, pera e tangerina foram os produtos de maiores lacunas. Ovo, cebola e acelga, os de menores intervalos, segundo o relatório da Confederação Argentina da Média Empresa. A participação do produtor no preço melhorou ligeiramente para 22,8%. Em média, os consumidores pagaram, em março, 5,35 vezes mais do que o produtor cobrou pelos alimentos na hora da venda.

MAIS LEITE EM 2019

A atividade leiteira vem passando por uma crise que se aprofundou nos últimos tempos, com um grande fechamento de propriedades em todo o país. No entanto, segundo os Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (Crea), 67% dos empresários do setor afirmam que esperam poder aumentar a produção em 2019. Em média, os produtores de leite do Crea projetam um aumento de 3,5% neste ano em comparação com 2018. Além disso, metade dos produtores entrevistados espera poder aumentar o número total de vacas leiteiras nos seus rebanhos. Os empresários do setor também dizem que o atual nível de endividamento afeta principalmente as decisões relacionadas ao investimento em infraestrutura e às compras de novilhas.


MILHO

Segundo a Bolsa de Cereais de Córdoba, a província ocupa o primeiro lugar nos estados que mais contribuem para a produção nacional, representando, na campanha de 2018/19, 38% da produção argentina. Córdoba deverá ter a maior produção de milho da sua história, com rendimento de 8,6 toneladas por hectare e colheita de 18,2 milhões de toneladas.

SOJA

Desde 2015, houve uma diminuição na importância do complexo soja no total das exportações agrícolas do país. O percentual passou de 55% em 2014, para 43% em 2018, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário. Enquanto isso, o complexo trigo e o milho cresceram em 4% e 2%, respectivamente. Em relação ao setor de carnes, o complexo bovino subiu 3% na participação desde 2015.

TRIGO

atual safra teve a peculiaridade de ter um grande volume de comercialização antes do plantio da cultura, com negociação, nos primeiros quatro meses, de 71% da produção nacional estimada. As 13,2 milhões de toneladas vendidas até meados de abril estão 3,5 milhões de toneladas acima da média dos últimos cinco ciclos. A dinâmica comercial foi impulsionada pelas compras do setor exportador.

CARNE

O produto que mais cresceu nas exportações nos últimos anos é a carne sem osso congelada, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário. Em 2018, o total foi de US$ 1.195 bilhão, aumento de US$ 892 milhões em relação ao ano de 2012. Em volume, foram exportadas 278 mil toneladas em 2018, bem acima das 47 mil toneladas de 2012. A China é o principal destino.