Reportagem de Capa

Sistema plantio direto: oS pilareS do equilíbrio

Reportagem

Denise Saueressig
[email protected]

Produtor Jônadan Ma: SPD proporciona aspectos de restauração da capacidade natural que todo organismo tem quando está em equilíbrio

Prática que revolucionou a agricultura brasileira, o plantio direto é adotado em mais de 30 milhões de hectares no País. No entanto, o autêntico sistema plantio direto está presente em menos da metade dessa área. Isso significa que a maior parte dos produtores não adota os três princípios fundamentais que amparam o método: o não revolvimento do solo (restrito à linha de semeadura ou covas para mudas), a cobertura permanente do solo com plantas vivas ou palhada e a diversificação de plantas na rotação de cultivos. Especialistas e produtores ouvidos pela reportagem d’A Granja alertam para o risco da simplificação dos processos e ressaltam a importância de cada um dos pilares para o equilíbrio e a sustentabilidade do ambiente produtivo

Na época em que o produtor Jônadan Hsuan Min Ma era estudante de Engenharia Agronômica, pouco se ouvia falar sobre plantio direto (PD) no meio acadêmico. Era o final dos anos 1970, apenas alguns anos depois da prática ser iniciada no Brasil pelo precursor Herbert Bartz, em lavouras no Paraná. Formado em 1981 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Jônadan Ma iniciou os primeiros testes com a nova prática de cultivo dois anos depois. Em 1988, adotou definitivamente o PD nas suas lavouras, mas garante que a revolução mais importante veio mesmo a partir de 2003, quando o trabalho passou a ser voltado para o sistema plantio direto (SPD). A expressão pressupõe os três princípios básicos que sustentam a prática: o mínimo revolvimento do solo, a co...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!