Trigo

O desafio da RENTABILIDADE

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A projeção para a safra de trigo em 2019 é de manutenção ou leve incremento de área cultivada no Brasil. Instabilidade do mercado e rentabilidade são as principais incertezas dos produtores do cereal que é carro-chefe das lavouras nesta época do ano

Denise Saueressig
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As expectativas são distintas neste início de plantio da nova safra de trigo no Brasil. Se, por um lado, existe a perspectiva de incremento de área e de produção, por outro, a rentabilidade da cultura é motivo de incerteza. Na safra 2018, a área cultivada com o cereal foi ampliada em 6,6% no País, chegando a pouco mais de 2 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produtividade teve incremento de 19,4%, alcançando 2.657 quilos por hectare, enquanto a produção total foi de 5,4 milhões de toneladas, 27,3% acima da colheita de 2017. O Paraná, principal Luiz Henrique Magnante estado produtor, registrou aumento de 14,2% no plantio, que ficou em 1,1 milhão de hectares. Segundo maior produtor, o Rio Grande do Sul recuou a área cultivada em 2,5%, mas a produção cresceu 46,6%. O maior volume, no entanto, não representou alta qualidade em todas as regiões, recorda o produtor Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). “No Paraná, houve problemas com seca e, depois, chuva excessiva. Já os gaúchos enfrentaram perdas pela chuva e pela geada”, assinala.

A tendência é de que o Rio Grande do Sul não apresente uma nova redução na área cultivada neste ano, na opinião de Jardim. “Chegamos ao fundo do poço. Desde 2014, estamos decrescendo vertiginosamente”, alerta. Naquele ano, o Rio Grande do Sul chegou a cultivar 1,14 milhão de hectares com...

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