Seed Point

SEED POINT

Evolução do conceito de QUALIDADE de sementes

Seed

Todas as melhorias no processo de geração de sementes se deram em razão do desenvolvimento e da adoção de novas e aprimoradas técnicas de produção. Inclusive pelas exigências da legislação brasileira, que contempla diversos aspectos específicos sobre a produção, a análise e a comercialização do insumo com padrões de qualidade

José de Barros França-Neto, pesquisador da Embrapa Soja, [email protected]

Nos últimos 40 a 45 anos, a qualidade das sementes de diversas espécies produzidas no Brasil evoluiu extraordinariamente. Sem dúvida, isso é fruto da utilização pelo setor produtivo das técnicas de produção e análise de sementes, desenvolvidas pelas pesquisas pública e privada. Isso tudo associado à legislação brasileira, que contempla diversos aspectos específicos sobre a produção, a análise e a comercialização de sementes com padrões de qualidade. Nos anos 1970, segundo reportagem publicada no Suplemento Agrícola do Estado de São Paulo (nº 880, de 9 de abril de 1972), técnicas “avançadas” de produção de soja recomendavam o uso de densidades de semeadura de até 750 mil sementes por hectare, o que equivaleria a cerca de 130 quilos/hectare de sementes de cultivares como, por exemplo, Hardee, Viçoja, Davis, Santa Rosa ou Bragg, que, na época, eram as mais modernas e produtivas.

Isso resultava numa população de 400 mil a 500 mil plantas por hectares, que era a ideal para a época, uma vez que as referidas cultivares em população mais reduzida resultariam em plantas mais baixas, com caules engrossados e com as vagens próximas ao solo, o que dificultava a colheita. Hoje, as cultivares modernas demandam populações menores, de até 180 mil plantas/ hectare, o que req...

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