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INÍCIO DE GOVERNO É ASSIM MESMO: MUITA CABEÇADA PARA PÔR A MÁQUINA A ANDAR

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Estou vendo os nossos companheiros produtores muito apreensivos com as constantes e controversas declarações de autoridades do Governo recém- -instalado. E não são somente os produtores rurais, mas toda a classe produtiva deste País, muitas vezes, se perturba com declarações desencontradas ou afirmações pouco confiáveis. Digo que, felizmente, no setor rural, a nossa ministra da Agricultura, Tereza Cristina, além de falar pouco, tem agido muito e “mineiramente”, antecipando soluções que tranquilizam os produtores. Que ela continue sempre assim. É por isso que nós confiamos muito nela e no Governo.

O nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, nos parece de ideias altamente desejadas. O objetivo de seus pronunciamentos nos deixa muito eufóricos. Suas intenções são muito desejáveis no objetivo final, mas suas análises, muitas vezes, nos assustam e nos deixam intranquilos. Por várias vezes, ele tem se pronunciado dizendo que o desequilíbrio econômico em que vive o País tem como culpado o crédito rural. Já o ouvi falar por mais de três vezes que foi a conta aberta do crédito rural no final do governo militar um dos provocadores dos desequilíbrios monetários existentes hoje. Será, ministro? Foi o desequilíbrio das contas públicas provocadas por maus gestores que arrombaram o nosso sistema financeiro. Esse sistema financeiro foi criado por um amigo comum nosso, o inesquecível economista Roberto Campos.

Eu, que fui um dos que mais aproveitou o brilhante trabalho do nosso mestre, vou tentar esclarecer o que realmente houve nesse episódio do crédito rural no País. Preocupado com a necessidade de dar condições compatíveis aos nossos produtores agrícolas em relação aos nossos competidores, que tinham créditos su...

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