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GOVERNO ANUNCIA MEDIDAS DE APOIO AO SETOR

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O presidente Mauricio Macri anunciou três medidas para o agronegócio durante a Expoagro, um dos eventos mais importantes do setor e que foi realizado no mês passado, em San Nicolás, província de Buenos Aires. A primeira novidade foi que está em andamento a implementação do programa Colheita Segura, que tem como objetivo acabar com as quadrilhas que cometem crimes atacando produtores e transportadoras que levam produtos aos portos. O presidente também anunciou um plano de conectividade que levará internet a mais de 1,7 mil localidades onde ainda há dificuldade de acesso às tecnologias digitais. Por último, Macri apresentou duas linhas de crédito do Banco de Investimento e Comércio Exterior (Bice) para estimular a renovação do maquinário agrícola.


INCREMENTO NO TRIGO

A área semeada com trigo poderá voltar a crescer no ciclo 2019/20, chegando a 6,9 milhões de hectares, graças aos preços favoráveis e às condições climáticas na Argentina. A expansão da nova lavoura seria a quarta consecutiva para o cereal, que atingiu o recorde de 19,5 milhões de toneladas na safra 2018/19, com área de 6,3 milhões de hectares. A projeção é de que as exportações representem US$ 3,2 bilhões. A Argentina é um dos dez maiores exportadores mundiais de trigo, e o Brasil, seu principal comprador.


IMPOSTOS DE EXPORTAÇÃO

Depois de ter prometido eliminar os impostos de exportação, o governo argentino impôs que, para cada dólar exportado, um imposto de 4 pesos fosse pago em todos os itens do comércio exterior. Diante disso, o campo expressou desconforto e, desde então, a principal demanda do setor produtivo é retornar ao esquema de redução desses impostos. Por sua vez, o Governo de Mauricio Macri alega que a medida é necessária em um contexto de necessidade urgente de obter déficit zero para cumprir o que foi acordado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, e como foi dito na ocasião em que anunciaram a decisão, o próprio secretário de Agroindústria, Luis Miguel Etchevehere, confirmou que as chamadas “retenções”, ou direitos de exportação, serão encerradas no ano que vem.


MILHO

Ainda que a colheita de milho tenha começado muito devagar, a estimativa de produção é de 47,3 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Valores de Rosário. Apesar dos talhões perdidos por problemas climáticos, a área destinada a grãos comerciais na Argentina é mantida em 5,66 milhões de hectares. Os números de produtividade dos primeiros plantios são bastante positivos, enquanto as condições dos cultivos tardios melhoram e aumentam as expectativas de rendimento nas lavouras.

SOJA

O Instituto Nacional de Estatística e Censos elaborou um relatório técnico analisando diferentes complexos exportadores. No caso das vendas externas de oleaginosas, a entidade afirma que as mesmas totalizaram US$ 16,68 bilhões em 2018, o que se traduz em uma queda de 17,7% em relação ao ano anterior. Do total exportado, 90,2% corresponderam ao complexo soja, que gerou receitas de US$ 15 bilhões no ano passado, uma queda de 12,3% em relação a 2017.

LEITE

As vendas externas de produtos lácteos vinham crescendo nos últimos meses de 2018, mas, com o início do novo ano, as exportações caíram 32% em relação ao mês anterior, com vendas de 26.198 toneladas. Embora a notícia tenha preocupado o setor, a comparação é feita com dezembro, quando houve o maior valor de vendas dos últimos cinco anos para este mês. Em relação a janeiro do ano passado, as vendas cresceram 15% em volume, informa o Observatório da Cadeia Láctea Argentina.

CARNE

No começo de março, chegou à Filadélfia, nos Estados Unidos, o primeiro lote de carne bovina da Argentina. Foram 12,3 toneladas que chegaram ao país depois da abertura do mercado, que permaneceu fechado por 17 anos. A cadeia argentina celebrou a novidade pela projeção comercial que é gerada e passou por todas as exigências sanitárias impostas pelos norte-americanos.