Economia

Os NÚMEROS do agro vão bem... E os dos produtores?

Economia

Entre 1996 e 2017, o PIB-volume do agro cresceu 49,4%, enquanto os preços ao produtor (deflator) encolheram 36,2% em comparação aos preços médios da economia. Já o PIB-renda, que mensura a renda real ao agricultor, acumulou retração de 4,7%. “Em outras palavras, mesmo com produção em importante expansão, o sucesso do agronegócio não se refletiu, na mesma dimensão, em ganho de renda real para os seus agentes”, resume artigo do Cepea

Nicole Rennó Castro e Leandro Gilio, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq)

O agronegócio tem assumido uma merecida posição de destaque no Brasil, devido, principalmente, à sua capacidade de expansão de produtividade e de geração de empregos, e à sua importante contribuição para a balança comercial do País. De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o PIB do agronegócio representa cerca de 20% do PIB total brasileiro, e também quase 20% de todas as pessoas ocupadas no mercado de trabalho brasileiro estão em atividades do agronegócio. Segundo dados do Ministério da Agricultura (2018), as exportações do agronegócio representaram 41% de todas as exportações brasileiras entre 1997 e 2017. Em texto recentemente divulgado pelo Cepea, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), discutimos que análises mais simplistas têm, recorrentemente, interpretado esse desempenho de destaque por parte do agronegócio como uma forte elevação de ganhos financeiros de agentes ligados ao setor, o que não é verdade.

Figura 1 – Evolução anual acumulada de PIB-renda, PIB-volume e Preços relativos da agropecuária entre 1996 e 2017

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