Genética

A era da tecnologia CRISPR na agricultura

Diferentemente da técnica dos organismos geneticamente modificados, na qual o DNA de outra espécie é inserido na planta, no Crispr, ocorre a edição do próprio DNA da planta, o que a melhora em diversos aspectos, como resistência a pragas e mudanças climáticas, e maior qualidade nutricional

Sandra Milach, Líder de Pesquisa da Corteva, Divisão Agrícola da DowDuPont, nos Estados Unidos

Hoje, qualquer um que esteja na linha de frente da agricultura sabe que a indústria está em uma encruzilhada. Plantas estão sob ataque devido às mudanças climáticas, secas, inundações, ondas de calor, doenças e pragas. Ao mesmo tempo, a população está crescendo, e os consumidores estão exigindo alimentos cada vez mais saudáveis para suas famílias e para o planeta. Tudo isso significa que precisamos cultivar mais alimentos usando menos recursos, o que é melhor para as pessoas e para o meio ambiente. Para atingir esse objetivo, precisamos buscar inovações e explorar novas tecnologias – e o Crispr é uma dessas inovações.

A técnica de edição genética Crispr consiste na criação de uma planta melhorada e sem a inclusão do DNA de uma espécie diferente, permitindo o cultivo de plantas ainda mais nutritivas e com maior agilidade e eficiência. As plantas cultivadas por meio do Crispr são tão seguras quanto aquelas que resultam da reprodução convencional ou da transgenia. No entanto, é importante ressaltar a principal diferença entre Crispr e transgênicos. Uma planta é classificada como transgênica quando o DNA de uma espécie diferente é inserido no DNA da planta (por meio de técnicas de engenharia genética) para criar um organismo geneticamente modificado. No Crispr, não existe inserção de DNA de espécies diferentes, mas alterações que podem excluir, editar ou mover o DNA da própria planta.

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!