Glauber em Campo

O BRASIL ABRE AS FRONTEIRAS. E AGORA?

Glauber

O episódio do leite em que houve o término da taxa brasileira ao leite importado (antidumping) mostra um direcionamento a ser adotado pelo atual Governo, o que preocupa algumas cadeias do agro. O antidumping é uma taxa que visa proteger os produtores nacionais da importação de produtos a um preço inferior ao do mercado interno. A prática (dumping) é considerada desleal conforme os acordos internacionais, vários países europeus e a Nova Zelândia têm muitos incentivos e subsídios à produção do leite. Com isso, o leite desses países tem o preço muito competitivo, o que prejudica a competitividade do leite nacional. O Governo alegou que passou batido, que iria corrigir, mas, na verdade, nada aconteceu. O Ministério da Agricultura informou que vai aumentar o imposto de importação do leite integral em pó e desnatado da Europa e da Nova Zelândia. A medida visa compensar o fim do antidumping sobre os produtos. A nova alíquota não foi informada, e tenho minhas dúvidas se será efetivada.

Temos notado desde o Governo anterior, no qual o então ministro Blairo Maggi já vinha dando sinais de que o Brasil precisava abrir suas fronteiras. Assim tem sido a fala da ministra Tereza Cristina, que diz que um país exportador tem que importar também. Não dá para sentar na mesa de negociação de exportação e dizer que as fronteiras estão fechadas para a entrada de produtos de países que exportamos. Um exemplo é a China, que sempre reclama sobre as barreiras para o seu alho. Constantemente, temos visto o grito de setores que se veem afetados por uma abertura do comércio, setores como o de arroz, frutas, leite, hortaliças, alho e trigo, entre outros. Setores estes que fazem parte da cesta básica e têm muita sensibilidade com a alteração do preço. Sendo assim, q...

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