Herbert & Marie Bartz

O MISTÉRIO DO RIBEIRÃO VERMELHO: UMA FAMÍLIA EM PROL DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Herbert

Em 8 de fevereiro, tivemos o lançamento do livro infantil O Mistério do Ribeirão Vermelho, no estande da Itaipu Binacional, no Show Rural Coopavel, em Cascavel/PR. Para nossa enorme alegria e surpresa, tivemos a honrosa presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias; do vice- -governador paranaense, Darci Piana, além de várias autoridades, lideranças, parlamentares e educadores ambientais. O livro contou com o patrocínio da Fundação Agrisus, da Dow Agrosciences, da Cooperativa Agroindustrial Integrada, da Itaipu Binacional, da Jacto, da Tatu Marchesan, da Microgeo e da Universidade Positivo.

Não darei muitos detalhes da obra em si, pois há uma pequena matéria sobre a mesma na seção Primeira Mão desta edição d’A Granja, mas gostaria de lhes contar um pouco como tudo aconteceu. A repercussão dessa obra tomou proporções que não esperávamos e superou todas as nossas expectativas. A ideia de lançar uma cartilha ou livro para crianças existia desde quando meu irmão Johann e eu começamos o projeto da biografia de meu pai, Herbert Bartz, em 2016, e que culminou no livro O Brasil Possível, escrito pelo jornalista Wilhan Santin, lançado em abril de 2018. Acabamos por executar uma obra de cada vez, tanto por conta dos patrocínios – que, para o livro infantil, tivemos que buscar por mais ajuda – quanto pelo trabalho demandado a cada obra. Wilhan Santin foi responsável pela autoria dos textos das duas obras e é uma pessoa espetacular, com um tino e uma sensibilidade incríveis.

uma sensibilidade incríveis. Ele conseguiu incutir detalhes que, para nós, que conhecemos de perto toda história, possui um peso e uma importância gigantes. Como, por exemplo, a dedicatória deste livro ao nosso falecido irmão Wieland. Isso porque Wilhan confessou, apenas em sua fala durante o lançamento do livro, que estava com receio de fazer essa obra, que pensava que conseguiria me despistar dessa ideia. Mas considerando filha de quem sou, quase nada teimosa, e sempre trilhando pelo que é correto, pois também era minha responsabilidade entregar o produto “livro infantil” como contrapartida para os patrocinadores da biografia de meu pai, acabamos por colocar esse projeto para andar.

O processo todo foi relativamente rápido... Da decisão em escrever o texto ao livro impresso na gráfica, tudo aconteceu de outubro de 2018 a janeiro de 2019. Wilhan Santin escreveu o texto, e, então, meu irmão, meus pais, alguns amigos e eu revisamos, opinamos e o aprovamos entre outubro e novembro. O ilustrador, Waldomiro Neto, tratou, então, de fazer os desenhos, entre novembro e dezembro, e, por último, Ricardo Gogel realizou a diagramação de todo o material, que, a essa altura, já era época dos feriados de Natal e Ano-Novo. Virado o novo ano, na segunda semana de janeiro, a versão em português do livro estava na gráfica para impressão. Após o texto definido e aprovado, ali por novembro, fiz uma viagem com meu pai para o Paraguai para acompanharmos um grupo de agricultores alemães a convite e junto com Rolf Derpsch. Foi nessa viagem, em conversa com os agricultores alemães e amigos menonitas da Colônia Friesland, no Paraguai, que nasceu a ideia de traduzir o livro infantil para outros idiomas, pois todos se queixavam da falta de material para mostrarmos e ensinarmos nossas crianças sobre o que a nossa agricultura faz de bom.

E foi em dezembro que, na maior cara dura, comecei a contactar amigos que pudessem ajudar nessa empreitada gratuitamente, pois os recursos arrecados eram limitados. E gostaria de, aqui, demostrar e ressaltar nosso apreço e agradecimento imensos a Rafael Fuentes Llanillo, a Edward Brown, a George Brown, a Ana Erika Dittrich, a Alexander Klümper, a Rolf Derpsch, a Maria Inês Lopes de Oliveira, a François Montagnon e a Ricardo Ralisch, pois foi graças a essas valorozas pessoas, que tomaram tempo de suas férias e feriados de final de ano para nos ajudar, que conseguimos lançar o livro infantil em mais quatro idiomas: espanhol, inglês, alemão e francês. Como já citei no início do texto, a repercussão está sendo muito maior do que esperávamos...

O livro, na última semana de fevereiro, com menos de um mês do seu lançamento, alcançou 250 downloads da versão em português e em torno de 150 para os demais idiomas, com maior número na versão em inglês, seguida pela em alemão. Esses downloads foram realizados já em 29 países mundo afora. Fantástico demais tudo isso, não!? Tivemos depoimentos de pessoas, que não são da área agrícola ou agronômica, que disseram ter entendido muito mais sobre plantio direto, conservação do solo, água e meio ambiente com esse livro infantil do que em todos os eventos que já tiveram oportunidade de participar. Então, além de levarmos um pedacinho glorioso da história de nossa agricultura brasileira para os pequenos, essa obra também tem servido para ensinar e orientar o público adulto.

Portanto, caro amigo leitor, divulgue esse livro ao máximo de pessoas que puder, pois é pelo ensino, pela educação, pelo respeito e pela valorização de nossa história e do que fazemos de melhor, o exemplo que somos e que é seguido pelo mundo, que construiremos a base sólida para o futuro de nossa sociedade e agricultura.

Herbert Bartz é produtor rural e precursor do plantio direto no Brasil, e pai de Marie Bartz, bióloga, pesquisadora e professora da Universidade Positivo