Plantio Direto

SPD: os resultados de experimentos a LONGO PRAZO

Tiago Stumpf da Silva, Michael Mazurana, Getulio Coutinho Figueiredo, Renato Levien e Raul Schmidt, do Grupo de Pesquisa de Física do Solo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs)

Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti- -la.” Essa célebre frase de Edmund Burke se aplica também quando o assunto é solos? A resposta é sim. A evolução nos sistemas de preparo de solo e manejo de culturas nos levou ao cenário atual da agricultura conservacionista, com a generalização do termo sistema plantio direto (SPD). É inegável, e de amplo conhecimento, a importante contribuição dessa técnica como ferramenta para a redução da erosão hídrica, melhoria da fertilidade do solo, aumento da capacidade operacional de conjuntos mecanizados etc. E, se bem aplicado, ocorrem melhorias significativas da estrutura física do solo, com aumento da capacidade de infiltração, retenção e redistribuição de água no solo e deste para as plantas, redução na emissão de gases do efeito estufa e aumento no sequestro de carbono em nível mundial.

Entretanto, a propagação de seu uso vem deixando lacunas importantes que colocam em xeque seus benefícios. Essas lacunas, ao nosso entendimento, têm passado pela não compreensão por parte de uma grande maioria de produtores (e, " por vezes, de técnicos) do que significa a palavra sistema no contexto do plantio direto e da importância de se conhecer o histórico de uso e manejo da área no passado.

Efeitos a longo prazo — Experimentos de longa duração com adoção do SPD no Brasil têm demonstrado os efeitos de como o histórico de uso e manejo de diferentes áreas imprimem respostas sobre a estrutura física do solo e o rendimento de culturas. Resultados em solos argilosos mostram que, quando há adoção do SPD em sua essência, os primeiros quatro anos posteriores à produtividade da soja, por exe...

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