Formação

Os desafios (modernos) do ENSINO profissionalizante

Formação

Para evitar o êxodo rural, entre muitas e urgentes mudanças, são necessárias a incorporação de recursos tecnológicos (como microtratores), implementos conforme as demandas da propriedade, programas de gestão, boa internet e acesso à formação continuada. Há novos conceitos de qualidade de produtos, higiene e agroindustrialização. Para tanto, é preciso investir na educação profissional para se gerar uma boa assistência técnica

Fritz Roloff, presidente da Associação Gaúcha dos Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea)

Adefinição de prioridades de gestão e do desenvolvimento está intimamente ligada ao surgimento de novas demandas no meio rural, no qual, na maioria das vezes, o poder público se faz totalmente ausente. Enquanto presidente de uma entidade que trata diretamente de ações de apoio aos programas de educação formal e não formal, verifico, cada vez mais, a ausência do Estado nas comunidades que ainda resistem ao êxodo rural. Justamente onde deveria haver apoio à educação rural, à agricultura e à aquisição de novas tecnologias, os futuros gestores que são os herdeiros e/ou empreendedores para a sucessão rural se veem geralmente desamparados.

 

Muitos são os fatores que contribuem para esse distanciamento entre a necessidade e a oferta de ações que viabilizem a atividade rural, principalmente na agricultura de economia familiar. Ao longo dos anos, o já pouco investimento público foi direcionado para o modelo liberal de economia, com vistas para a exportação de commodities. Esse modelo corresponde a produtos de qualidade e características uniformes, que não são diferenciados de acordo com quem os produziu ou de sua origem, sendo seu preço uniformemente determinado pela oferta e...

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