Seed Point

SEED POINT O MUNDO DA SEMENTE

O indispensável TRATAMENTO de sementes em milho

O grão do cereal, rico em nutrientes e energia, é bastante atrativo para patógenos, e, portanto, o tratamento das sementes é estratégico para sua proteção nas fases iniciais de germinação e emergência, e até para as seguintes. Importante: o custo é mínimo

Dagma Dionisia da Silva, Luciano Viana Cota e Rodrigo Véras da Costa, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo

Asemente é o investimento mais precioso do produtor, sendo sua qualidade e sanidade determinantes para uma boa germinação e emergência, e, consequentemente, para a produtividade dos grãos. Sendo assim, esse bem deve ser protegido de todas as ameaças, desde o armazenamento pelas empresas produtoras de sementes até posteriormente, já nas mãos do produtor, quando elas irão “enfrentar o mundo”, onde várias ameaças estão presentes. Os patógenos (fungos e bactérias, principalmente) estão entre as ameaças importantes, por se utilizarem das sementes como fonte de sobrevivência, transporte e alimentação. A semente protegida atrasa e limita o ataque dos patógenos, incluindo os nematoides, e reduz as chances de entrada de novos patógenos em áreas onde estão ausentes.

O milho, rico em nutrientes e energia, é uma das culturas mais atrativas para patógenos. Os principais em sementes de milho são Fusarium sp., Colletotrichum graminicola, Bipolaris maydis, Exserohilum turcicum, Stenocarpella maydis, S. macrospora, Penicillium sp. e Aspergillus sp. Eles causam apodrecimento, mofamento e deterioração dos grãos, afetando a sua qualidade, a germinação e o vigor das plantas. As sementes de milho emergem rapidamente nos casos em que os solos apresentam disponibilidade de água e temperatura adequada. No entanto, se essas condições não são satisfeitas, as sementes permanecem no solo até que haja condições favoráveis para iniciar o processo de germinação, o que proporciona oportunidade de ataque aos fungos de solo e àqueles presentes na semente, podendo causar sua deterioração ou a morte de plântulas (Goulart, Melo Filho, 2000).

Além dos danos às sementes, alguns deles ainda são causadores de doenças foliares (C. graminicola, B. maydis, S. macrospora, S. maydis, E. turcicum) e de grãos ardidos (Fusarium sp., S. maydis, S. macrospora, Aspergillus sp. e Penicillium sp.). Dessa forma, o tratamento de sementes entra como importante estratégia para a proteção das sementes nas fases iniciais de germinação e emergência, e em fases posteriores, pela redução do inóculo dos patógenos foliares e de grãos. No Brasil, existem 20 produtos comerciais registrados no sistema Agrofit do Ministério da Agricultura (Mapa), para tratamento de sementes, devendo-se utilizar apenas os indicados para o patógeno. Vale ressaltar que alguns produtos apresentam ação sobre vários patógenos. Também é importante destacar que o fungo Peronosclerospora sorghi, que causa o míldio do milho e que pode levar as plantas à esterilidade, não tem produto registrado no Mapa. No entanto, este pode ser controlado por fungicidas compostos por metalaxyl, que possui registro para outros patógenos do milho..

Deve-se atentar para o tipo de produto que será utilizado, fungicidas de contato objetivam a proteção contra fungos de solo, e os sistêmicos visam eliminar fungos presentes no interior das sementes. Em ambos os casos, o contato com a semente é importante (Henning, 2005). Algumas formulações possuem tanto o princípio ativo de contato como o sistêmico, como carbendazim (benzimidazol) + tiram (dimetilditiocarbamato) e carboxina (carboxanilida) + tiram (dimetilditiocarbamato), sendo o tiram princípio ativo de contato, e carbendazin e carboxina, sistêmicos.

Doenças transmitidas por insetos também merecem atenção, e, em alguns casos, o vetor pode ser o alvo de controle. Um importante transmissor de doenças é a cigarrinha Dalbulus maidis, inseto-vetor dos enfezamentos pálido e vermelho e da virose raiado fino. Para os três patógenos, não existem produtos para o controle, seja de sementes ou foliar. Assim, o controle químico mira reduzir a população do inseto, evitando que ele se alimente das plantas e faça a transmissão dos patógenos. Nesse caso, o tratamento de sementes com inseticidas ajuda a reduzir a população da cigarrinha nas fases iniciais de desenvolvimento do milho (Sabato, 2017). Para melhor eficiência, o tratamento pode ser associado a aplicações foliares (Albuquerque et al., 2006).

O menor dos custos — E quanto aos custos? É oneroso tratar as sementes? Considerando-se todos os gastos necessários para a produção da lavoura, o tratamento de sementes com fungicidas é a prática de menor custo, quando comparada com as demais. Em milho, o tratamento de sementes é o componente que menos onera a produção, participando com apenas 0,06% do custo total (Goulart, Melo Filho, 2000). Como exemplo, dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) para analisar o custo do tratamento de sementes em relação ao custo total de produção de milho no Mato Grosso. Considerando que o custo total de produção do milho por hectare (R$/ha), previsto para a safra 2018/19, é de R$ 2.907,80 para alta tecnologia e de R$ 2.784,22 para média tecnologia, e que o custo do tratamento de sementes corresponde a 0,06% desse valor, o gasto com tratamento de sementes seria de R$ 1,44 e R$ 1,67 por hectare, respectivamente. Na contramão do custo do tratamento de sementes, a aquisição das sementes é um investimento alto para o produtor (média de R$ 417,81/hectare para alta tecnologia e R$ 304,63/hectare para média tecnologia, em Mato Grosso). Assim, correr o risco de perder boas sementes e ter o rendimento de grãos afetado, quando os patógenos podem ser controlados com baixo custo, não é uma boa escolha.

Sementes Batavo leva tecnologias ao Showtec

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A Sementes Batavo, marca da Frísia Cooperativa Agroindustrial, mostrou, no ShowTec, em Maracaju/ MS, no mês passado, que a qualidade das sementes é fundamental para definir o potencial da produtividade agrícola. A empresa tem a terceira maior produção do Paraná, o equivalente a 700 mil sacas de diversas variedades de sementes, seguindo altos padrões de qualidade, como a soja, o trigo e a aveia. Na Frísia, a rastreabilidade da produção faz parte de um controle rigoroso e envolve cuidados minuciosos – estipulados pela própria cooperativa – que vão do plantio à distribuição. É o caso, por exemplo, das sementes de soja. “Realizamos testes que asseguram um potencial de germinação de 85%, acima da regulamentação vigente, que prevê 80%”, afirma Antônio Alberto Gomes da Silva, coordenador comercial da área de Sementes.

Produtores do MS conhecem híbridos da Forseed

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Atenta às especificidades do microclima, do tipo de solo, da época de plantio e da pressão de pragas e doenças de cada região, a Forseed esteve no ShowTec, em Maracaju/MS, para apresentar a produtores do Cerrado soluções em híbridos de milho para obter o máximo desempenho em grãos e silagem. Produtores rurais terão a oportunidade de verificar em áreas demonstrativas a performance do superprecoce FS450 (máximo rendimento) e dos precoces FS500 (alta produtividade) e FS533 (ampla adaptação para grãos e silagem). Ensaio realizado pela Fundação MS, na safrinha 2018, no município de Dourados, demonstrou que o FS450 produziu 20,6 sacas a mais que a média dos híbridos simples superprecoces avaliados no mesmo ensaio, atingindo uma produtividade de 166 sacas por hectare. “Nosso objetivo é estar cada vez mais próximo do produtor e poder contribuir para a melhor tomada de decisão na hora de investir na safra. O ShowTec é uma referência para o agronegócio brasileiro”, afirma Aldenir Sgarbossa, líder de Marketing da Forseed.

FOCADA EM UM PRODUTO DE ALTO PADRÃO DE QUALIDADE E TECNOLOGIA

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Gilvânio Pereira, gerente comercial da Uniggel Sementes

Como é a atuação da Uniggel no mercado de sementes? O que a empresa produz, que mercados atende, quais são os volumes de produção, infraestrutura?

Uniggel é uma empresa produtora de sementes de soja, arroz, milho e forrageiras. Temos produtos para todo o território Central, Norte e Nordeste, e para algumas partes da Região Sul do Brasil. Nossas unidades de produção de sementes estão instaladas nos municípios de Chapadão do Céu/GO, e em Lagoa da Confusão e Campos Lindos, no estado de Tocantins. Unidades com o mais alto padrão tecnológico para se produzir sementes de alto padrão de vigor e germinação. Contamos com vários escritórios de atendimento ao cliente, entre eles, em Mineiros/GO, Chapadão do Sul/MS, Balsas/MA, Canarana/MT e outros. Além dos escritórios administrativos das cidades de Chapadão do Céu, Jataí/GO, e, no Tocantins, os escritórios de Palmas e Lagoa da Confusão. Na safra passada, de 2018/19, a Uniggel comercializou 1.280.000 sacas de 40 quilos de sementes de soja, e, com isso, a participação da empresa no cenário de lavouras de soja é bem expressivo.

Quais são os diferenciais dos produtos da Uniggel?

Temos por objetivo trazer aos nossos clientes e parceiros a melhor parceria possível, e, para isso, no decorrer destes anos, procuramos incrementar no portfólio os melhores materiais de soja que o cliente venha a necessitar. Temos feito um trabalho de desenvolvimento de mercado junto a esses clientes e com os que ainda não são para mostrar o nosso trabalho, sempre trazendo novas tecnologias. Trabalhamos para levar sempre um produto de alta qualidade em vigor e germinação e, para isso, estamos com a campanha “Alto vigor e germinação é o mínimo que a gente entrega”. Um trabalho contínuo em busca de novos produtos que venham a incrementar a marca Uniggel Sementes, uma empresa diferenciada, que sempre teve o objetivo de trazer inovação e tecnologia ao nosso cliente, e, com certeza, melhoria na sua cadeia de produção. Assim foi com a produção de sementes de arroz para várzeas, com as sementes de milho da marca Crivus (a Uniggel é uma das quatro empresas que formam esta marca). Iniciamos na safra 2018/19 com um híbrido não transgênico e, já para a próxima safra, estaremos oferecendo aos nossos clientes outros híbridos com as tecnologias existentes no mercado. Estamos em fase precoce com o projeto de forrageiras, e com o objetivo claro de posicionamento de manejo visando ao aumento de produtividade com o uso dessas forrageiras na agricultura. Estamos já trabalhando uma linguagem nova no mercado, que é trazer o melhor custo-benefício, pois nem todas as vezes o menor custo por quilo de sementes é o melhor custo-benefício.

O que a empresa prevê para os seus negócios em 2019, assim como para o agronegócio brasileiro como um todo?

Entendemos que o cenário político-econômico que o Brasil necessita e precisa vem para trazer melhores parâmetros de segurança para os empresários e o agronegócio em geral. Sabemos que o ramo da agricultura é passivo das interferências da natureza. No que depender de nossos desejos e esforços, estaremos, sim, fazendo um bom e melhor trabalho do que em 2018, como procurar diversificar as melhores ações para que sejamos realmente uma empresa diferente e sempre focada em levar aos nossos clientes um produto de alto padrão de qualidade e tecnologia.