Primeira Mão

Chuvas de janeiro

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As fortes chuvas do mês passado que atingiram o Rio Grande do Sul, sobretudo na chamada Metade Sul, causaram à agricultura prejuízo estimado pela Emater em R$ 651 milhões (número do dia 21 de janeiro). Os danos atingiram 50 mil hectares de arroz (R$ 341 milhões) e 240 mil de soja (R$ 310 milhões). Para se ter uma ideia, antes mesmo de contabilizar os prejuízos definitivos, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) já estimava uma redução de 900 mil toneladas do cereal, ou 7,3 milhões de toneladas ante 8,2 milhões em 2018. Ou produtividade média de 7,4 mil quilos/hectare ante 7,93 mil de 2018.


Agromunicípios na frente

Primeira

Levantamento do IBGE sobre a economia de mais de 5 mil municípios mostra que as localidades de base econômica agrícola foram as que tiveram maior expansão do PIB entre 2014 e 2016. Pelo valor nominal, 82% dos municípios tidos como os maiores produtores agro atingiram crescimento superior ao PIB nacional do período, de 4,4%. Os 100 maiores produtores cresceram, em média, 9,81%. Estes respondem por 7,2% do PIB do País e por 27,5% do Valor Bruto da Produção Agropecuária.


Livro do Cesb 10 anos

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Para comemorar os seus dez anos de história, o Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) lançou o livro comemorativo Soja: Quebrando Recordes, um relato das conquistas da instituição que colaboraram para que produtores atingissem melhores performances na produção. A obra destaca que produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade ultrapassaram em muito a média nacional em desempenho, inclusive batendo recordes. A performance média dos primeiros colocados das áreas do concurso variou de 77,8 a 109,4 sacas por hectare desde 2008 (taxa de crescimento anual de 4,9%), enquanto que a média nacional passou de 43,8 a 56 sacas/hectare (3,5% ao ano). O livro tem versão digital gratuita em www.cesbrasil.org.br/soja-quebrando-recordes.


AGCO com novo diretor de Vendas

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A AGCO anunciou Rodrigo Junqueira como o novo diretor de Vendas Domésticas e América do Sul para as marcas Massey Ferguson e Valtra. Junqueira, que era diretor de Vendas Valtra, agora será responsável direto pelo desenvolvimento da estratégia de vendas de todos os negócios da região. O executivo possui mais de 20 anos de experiência na área comercial de multinacionais do agronegócio, como DuPont e John Deere. É engenheiro- -agrônomo pela Universidade de São Paulo com MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e especialização no Programa para Desenvolvimento de Executivos pela Fundação Dom Cabral e Kellogg School of Management.


Enfim, 100 bilhões!

De dólares. Esse foi o tamanho das exportações do agronegócio brasileiro em 2018. Depois de bater na trave em diversas oportunidades, pela primeira vez, o setor superou a marca da bilionária centena. O valor exato foi de US$ 101,69 bilhões em vendas externas, 5,9% a mais que os US$ 96,01 bilhões de 2017. O recorde anterior era de US$ 99,93 bilhões, em 2013. A China, que levou US$ 9 bilhões a mais, foi a responsável pela barreira rompida. O principal produto exportado pelo País, não apenas os itens agrícolas, foi o complexo soja: 83,6 milhões de toneladas. Já a carne bovina in natura foi recorde, com 1,35 milhão de toneladas, 12,2% a mais que no ano anterior.


Soja e algodão históricos

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Os Valores Brutos de Produção (VBP) – a receita bruta do produtor – de algodão e soja, no ano passado, foram os maiores registrados desde 1989, quando o cálculo do Ministério da Agricultura passou a ser realizado. A pluma atingiu R$ 33,988 bilhões, 45,9% superior ao ano anterior, e a oleaginosa bateu em R$ 142,358 bilhões, +12,1%. Para 2019, a estimativa é que o algodão encolha 0,6% e a soja caia 2,2%, no comparativo a 2018. O VBP total, incluindo todas as lavouras e a pecuária, caiu de R$ 582,3 bilhões, em 2017, para R$ 569,8 bilhões. Uma das explicações é a temporada não muito favorável às carnes – bovina, suína e de frango –, visto os preços internacionais menores e a retração de consumo doméstico. Para 2019, as estimativas são de aumento de receita da pecuária e de redução na agricultura.


ABCBio com novo presidente

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A Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio) tem o empresário Arnelo Nedel (foto) como presidente da entidade para o biênio 2019/2020, no lugar de Gustavo Herrmann. Entre as pautas da nova diretoria e do Conselho Fiscal estão ações e a elaboração de pautas e estratégias de interesse do setor junto a organismos reguladores e entidades de produtores. Da mesma forma, a ideia é construir massa crítica acadêmica para promover os biodefensivos. Uma pesquisa da Informa FNP, a pedido da entidade, apurou que o segmento responde por uma movimentação anual de R$ 528 milhões, com expansão e consolidação da tecnologia de controle biológico como estratégia inovadora e sustentável para as lavouras brasileiras.


Tradecorp adquire a Microquimica

A brasileira Microquimica, presente na agricultura do País há mais de 40 anos, foi comprada pela Sapec Agro Business na América Latina, empresa da área de nutrição especializada que pertence à Tradecorp, de origem espanhola e que opera em 60 países. O portfólio especializado da Microquimica – em particular, os inoculantes e aminoácidos biológicos – passa a reforçar o amplo portfólio da Sapec, que, assim, vai proporcionar uma oferta mais completa aos produtores brasileiros em proteção de cultivos, adjuvantes e nutrição especializada.


2 bilhões

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De dólares em divisas ao País. Esse foi o tamanho das exportações de tabaco no ano passado, resultado do embarque de 461 mil toneladas. O produto representa 0,8% do total das exportações brasileiras e 3,9% da Região Sul – que concentra quase todo o cultivo nacional. O Brasil – hoje, detentor de 25% a 30% dos negócios mundiais – vende 85% do que produz e se mantém como maior exportador desde 1993. Exporta para uma centena de países, sendo que a União Europeia leva 41%. A produção brasileira foi de 632 mil toneladas (safra 2017/18), que renderam R$ 6,28 bilhões em receita aos agricultores e muito, mas muito mais em impostos: R$ 13,9 bilhões. São 150 mil produtores em 556 municípios que cultivam 289 mil hectares.