Especial Carlos Cogo

Nossa agricultura inserida no MUNDO

Especial

Mais do que solucionar os problemas internos, como as deficitárias logística e conectividade, caberá ao País melhorar suas relações (leia-se seus negócios) no mercado internacional

Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, www.carloscogo.com.br

O aumento das exportações para a China e o boom das commodities trazem boas perspectivas para o agronegócio brasileiro. Por exemplo, em outubro de 2018, houve um aumento de 132% das exportações brasileiras de soja para a China. Ao mesmo tempo, há, no setor, certa inquietação com a política comercial a ser empreendida pelo novo Governo a partir deste ano. Para aproveitar as oportunidades internacionais, é preciso dedicar-se às parcerias atuais e futuras, sem restringir mercados por questões ideológicas. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil, como todos os outros países, pode e deve ter sempre uma atitude pragmática e negociar oportunidades comerciais onde houver espaço. O comércio global tem um grande potencial a ser explorado pelo Brasil, principalmente no agronegócio.

Desde julho do ano passado, quando as primeiras tarifas retaliatórias foram impostas pela China contra o protecionismo norte-americano, o Brasil abocanha os espaços deixados pelos Estados Unidos no país asiático, principalmente em soja e carnes. Os embarques de soja e proteínas animais deram significativos saltos em função da disputa agressiva dos dois gigantes do comércio global. No caso da carne bovina, no acumulado de 2018, as exportações brasileiras para a China cresceram 56%, enquanto as exportações de soja mais do que dobraram em volume e faturamento. Mesmo sendo o maior fornecedor global de carne bovina, o País tem acesso a apenas ...

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