Especial Roberto Rodrigues

O agro em meio a novos ventos POLÍTICOS

Especial

Muita coisa começou diferente em Brasília em 1º de janeiro de 2019. Uma nova proposta no Palácio do Planalto e alterações significativas na Câmara Federal e no Senado. Inclusive na composição da Frente Parlamentar Agropecuária

Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, embaixador especial da FAO para as cooperativas e titular da Cátedra de Agronegócios da USP

As eleições de outubro foram um marco impressionante na história política brasileira, como todo mundo sabe. O resultado mais importante, sem dúvida, foi aquele que definiu o novo presidente da República, o capitão reformado Jair Bolsonaro, um deputado federal de sete mandatos pelo Rio de Janeiro, sem grande produção legislativa, mas com posições conservadoras marcantes. Pertencente a um partido pequeno, o PSL, enfrentou as maiores forças político- -partidárias do País (PT, MDB, PSDB, PDT, PP, DEM etc.) sem os recursos financeiros semelhantes aos dos adversários para a campanha e nem tempo no horário gratuito de TV e rádio. Venceu com boa margem graças a uma mobilização sem precedentes e sem coordenação central de importante parcela da população que foi para as ruas ou para as redes sociais para apoiálo, sem pedir nada em troca: queria apenas mudar, exausta com tanta incompetência, mentiras, demagogia, populismo e corrupção que se acumularam nos últimos anos e que a mídia exibiu à exaustão.

As urnas mostraram esse cansaço ao sepultar de vez a narrativa de “golpe” quanto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando a deixaram em quarto lugar na disputa pelo Senado em Minas Gerais. Com ela, foram excluídos outros senadores da mesma cor, como Lindberg Farias, no Rio de Janeiro; Roberto Requião, no Paraná; e outros que não conse...

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