Palavra de Produtor

RELAÇÕES BRASIL - CHINA

Palavra

Rui Alberto Wolfart

Há anos, dedico atenção ao desenvolvimento do Império do Meio – Zhongguo – China. País que, milenarmente, manteve sua identidade com valores assentados nos princípios de Confúcio. Sua reconstrução empreendida por Mao Tse Tung, Deng Xiaoping e chegando a Xi Jinping é admirável, levando-a, no momento, com seu protagonismo tecnológico para 2025/2050, a desafiar a dominância norte-americana. Esse é o pano de fundo na guerra comercial em curso com os Estados Unidos. Quem detiver o comando sobre novas tecnologias e patentes poderá dominar o comércio global futuro. Os fatos recentes relativos à solicitação estadunidense para que o Canadá extraditasse executiva de empresa chinesa dão o tom exacerbado desse conflito surdo. A guerra comercial entre eles repercute negativamente sobre os preços recebidos nas exportações brasileiras de produtos primários – entre eles, a soja, com as oscilações na Bolsa de Chicago. O Brasil deveria tomar partido nessa contenda?

Vejamos: Trump teve votação significativa em estados agrícolas e a eles dá proteção, mas, na verdade, são nossos competidores diretos não só na soja, mas também no milho e nas carnes. Logo, o que ganharia o Brasil ao se alinhar unilateralmente aos Estados Unidos? A mudança de rota nas relações comerciais para o Oriente, que trouxe e trará tantos benefícios à principal pauta exportadora brasileira, não pode ser ignorada pelo Governo Federal e em políticas que venham a ser formuladas pelo Itamaraty. O Extremo Oriente é um mercado que demandará crescentemente produtos agropecuários brasileiros. Não há como fugir dessa realidade, e pretender alinhamentos externos é temerário, em face, inclusive, da minguada participação brasileira no com...

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