Arroz

Menos produção e mais PREÇO

Para este ano, é esperada uma safra menor de arroz, tanto internamente como no Mercosul, o que melhoraria os preços. Mas a eventual valorização do real frente ao dólar jogaria contra o produtor

Gabriel C. Viana, consultor de mercado de Safras & Mercado

O ano passado terminou com grandes reviravoltas no mercado de arroz no País, após um início de safra muito negativo para os produtores, com preços muito abaixo do esperado no período de entressafra brasileiro. A saca de 50 quilos de arroz entrou no ano comercial de 2018/19 (1º de março de 2018) cotada a R$ 34,96 na média do Rio Grande do Sul, principal produtor. Quando comparado ao mesmo período de 2017, os preços praticados estavam na média de R$ 47,06. De tal forma, o ano comercial 2018/19 – que acabou entrando com leve redução de produção e preços domésticos abaixo do mínimo estipulado pelo Governo Federal nos primeiros dois meses do ano comercial – ativou o gatilho das Políticas de Garantia de Preços Mínimos (PGPMs). O Rio Grande do Sul teve uma safra estimada em 8,729 milhões de toneladas para 2017/18 (o arroz produzido será comercializado no ano comercial 2018/19), enquanto o estado de Santa Catarina teve safra estimada em 1,126 milhão de toneladas. Dessa forma, os leilões ocorreram com exclusividade nesses dois estados, com os leilões de Prêmio para o Escoamento (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) já realizados e um grande volume de arroz gaúcho e catarinense escoado, principalmente para fora do País.

No dia primeiro de junho, o dólar comercial estava cotado a R$ 3,74, elevação em mais de 14% em três meses, pois, em primeiro de março, o dólar correspondia a R$ 3,26. Essa alta do câmbio compensou a queda dos preços internacionais e deu suporte para que os preços de exportação se mantivessem remuneradores e viabilizassem o movimento exportador em diversas regiões. Dessa fo...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!