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POSSÍVEL AUMENTO DE IMPOSTOS PREOCUPA O CAMPO

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O Ministério da Fazenda enviou ao Congresso o Projeto de Lei do Orçamento 2019, no qual foi incluída uma cláusula que preocupa o setor agropecuário. Nesse documento, fica estabelecido que o Poder Executivo poderá alterar os impostos de exportação para as matérias- -primas até o fim de 2020, se considerar necessário, com um limite de alta de 33%. Os produtores e empresários do agronegócio temem a possibilidade de um novo aumento para as chamadas “retenções” em 2019. Outra medida de elevação de impostos é motivo para dor de cabeça entre os produtores argentinos. O projeto de mudança do imposto sobre os bens pessoais que eliminou a isenção sobre os imóveis rurais poderá ter grande impacto para quem trabalha no campo. Anteriormente, para terrenos arrendados, desocupados ou explorados por uma única pessoa, se pagava o imposto mínimo sobre renda presumida, o que não se aplicava ao imposto sobre bens pessoais. Representantes do setor reclamam que, dessa forma, “o campo vai financiar o déficit do Estado”. Devido à mudança na regulamentação, existe a possibilidade de que os produtores realizem uma paralisação geral como forma de protesto.


MANIFESTO CONTRÁRIO AO ORÇAMENTO

As lideranças das Confederações Rurais Argentinas (CRA) divulgaram comunicado em que solicitam aos deputados que façam uma reflexão sobre a responsabilidade dos seus mandatos e que implica na definição sobre um novo orçamento para o país. “Reiteramos que estamos dispostos a discutir com números nas mãos os resultados de nossas empresas agropecuárias. Se querem trabalhar com honestidade intelectual para promoverem os ajustes onde é necessário, os deputados nacionais têm a obrigação de aceitar essa proposta. O setor não apenas está ferido, mas se sente discriminado. Não há igualdade de tratamento e não estão sendo considerados os danos ao produtor e ao país.” Segundo a entidade, as mudanças nos impostos são prejudiciais ao desenvolvimento da economia, já que representam um freio ao desenvolvimento nas zonas produtoras. A CRA ainda alega que o setor enfrenta uma carga tributária que chega a 53% da renda bruta.


TRIGO

Os efeitos climáticos têm provocado queda nas estimativas para a safra de trigo 2018/2019 na zona central de produção do país. O volume esperado, de 5,3 milhões de toneladas, agora, passou a 4,9 milhões de toneladas. A projeção seguirá baixando caso as chuvas não cheguem ao Oeste e ao Centro da região, e também se houver continuação de temporais com fortes ventos e granizos em outras localidades.

SOJA

A área cultivada com soja na temporada 2018/2019 poderá chegar aos 17,5 milhões de hectares, segundo informou a Secretaria de Governo de Agroindústria. Caso seja confirmado, o plantio ficará acima da safra anterior, quando foram plantados 17,2 milhões de hectares.

LEITE

Produtores de leite e representantes do agronegócio argentino realizaram manifestação em frente à unidade industrial da La Serenísima, na cidade de Trenque Lauquen, na província de Buenos Aires. O protesto pediu melhoria no preço do leite devido ao impacto da alta do dólar no país.

CARNE

As más condições macroeconômicas do país seriam, segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina, um dos fatores que explicam um recuo de 16,7% no volume de carne bovina enviada para consumo no varejo. A queda, registrada de agosto para setembro, é o segundo nível de atividade mais baixo do ano de 2018.