Fitossanidade

CAPIM-AMARGOSO, ameaça real nas lavouras de soja

Fitossanidade

O glifosato isolado já não assegura mais uma boa dessecação de daninhas como capim-amargoso, buva e pé-de-galinha. No caso do amargoso, herbicidas como trifluralina e S-metalacloro apresentam eficácia no controle do banco de sementes. Mas atenção a todo o manejo

Engenheiros-agrônomos, doutores, José Fernando Jurca Grigolli, pesquisador de proteção de plantas, e Mirian Maristela Kubota Grigolli, assistente de pesquisa, da Fundação MS

O manejo adequado de plantas daninhas na cultura da soja tem se tornado mais desafiador a cada ano. Novos casos de resistência são relatados todos os anos, e os problemas de resistência múltipla, ou seja, resistência de uma planta daninha a mais de um mecanismo de ação de herbicidas assombra o Brasil. Esse cenário mudará quando toda a cadeia da soja começar a tratar o assunto de plantas daninhas de forma consciente novamente. A utilização isolada do glifosato já não garante mais uma boa dessecação. Plantas daninhas resistentes a esse herbicida, como a buva, o capim- -amargoso, o Amaranthus palmeri e o capim-pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil.

Existe, atualmente, 50 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no País, e é crescente o número de casos de resistência múltipla a dois ou mais mecanismos de ação (Weed Science, 2018). Todos esses componentes inseridos em um contexto agrícola tornam o manejo de plantas daninhas extremamente complexo, com custos muito elevados em algumas situações.

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma planta daninha extremamente agressiva e responsável por perdas significativas de produtividade das plantas de s...

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