Palavra de Produtor

CAPITAL HUMANO

Palavra

Rui Alberto Wolfart

O Brasil, da condição de importador de alimentos até o final dos anos 1960, passou a exportador daí em diante, e de maneira crescente. Tornou-se um player global na atualidade. Para essa mudança, a agricultura contou com políticas públicas até 1985. Por desequilíbrios na economia mundial e pelo fracasso da gestão pública nacional, houve sucessivos planos econômicos para conter, fundamentalmente, a inflação. Período em que a agricultura se reinventava ou morreria, pois os prejuízos que vinha amargando eram imensos. Recorde-se, nos anos 1990, as dívidas agrícolas eram tamanhas que resultou na CPI do Endividamento, tendo como um de seus brilhantes próceres o hoje senador pelo Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze.

A desorganização da economia e das contas públicas culminou com o Plano Real, em 1994, e o real valorizado (âncora cambial) levou a que, instintivamente, o setor focasse na gestão, na inovação, no crescimento da produtividade e da produção como forma de sobreviver. O presidente do Banco Central (BC), Gustavo Franco, baseava sua ação na premissa alardeada da “destruição criativa da economia”, para gerar um novo surto de crescimento competitivo da produção nacional, frente aos competidores globais. Nessa nova ordem, só os fortes sobreviveriam. Ironicamente, somente o “segmento atrasado”, segundo a ótica recorrente dos governantes, a agricultura, cumpriu com esse objetivo do BC. Apesar de Franco, as atividades industriais conseguiram manter proteção do cobertor público.

Todavia, com o decorrer dos anos, ficou visível a sua crescente falta de produtividade e competitividade, retratada, atualmente, em sua pequena participação no PIB brasileiro. Ainda recentemente, no governo d...

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