Primeira Mão

Solos mapeados

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Instituições governamentais e da sociedade civil estão desenvolvendo programas de monitoramento da cobertura vegetal e uso da terra verde-amarela. O trabalho é fundamental para uma melhor compreensão da dinâmica de ocupação e uso das terras, para a criação de estratégias de preservação e de políticas públicas, com vistas à sustentabilidade. Mapas, gráficos e muitos outros dados sobre os biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal já estão disponíveis em http://mapbiomas.org.


Bahia algodoeira

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A produção baiana de algodão 2017/18, o segundo maior produtor – atrás de MT –, foi 370 mil toneladas superior à anterior. Atingiu 1,270 milhão de toneladas (caroço e pluma), volume colhido em 263.692 mil hectares, área 30,77% maior que a safra anterior. A região Oeste é responsável por 96% da produção. As chuvas e as tecnologias aplicadas justificam o sucesso das lavouras. Uma boa notícia aos cotonicultores, que, até o ano passado, tinham sofrido com quatro anos de perdas. “Em 2017, tivemos uma safra muito boa, e, neste ano, acabou sendo a melhor da história. Isso é muito bom e vem em um bom momento para que os produtores possam sanar dívidas do passado e pensar em novos investimentos, como máquinas e sementes, por exemplo”, avalia o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Busato.


10. 000.000

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De hectares são, hoje, tratados com defensivos biológicos na agricultura brasileira, o que movimenta, por ano, R$ 528 milhões. Os números são da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), estatísticas baseadas em recente estudo desenvolvido em parceria com a FNP. Os principais cultivos que utilizam os biodefensivos são soja, cana, café, hortaliças e frutas. Entre os ativos biológicos mais utilizados pelos produtores, os preferidos são Bacillus sp (diversos tipos), baculovirus, Beauveria, Cotesia, Metarhizium, Paecilomyces, Pochonia, Trichoderma e Trichogramma.


“Poucos lugares no mundo conjugam condições de clima, disponibilidade de terra e um setor agrícola empreendedor, que permitam incrementar ainda mais a produção de alimentos, como o nosso País. E, o melhor, sem necessidade de aumentar a área de plantio. Além de exportarmos produtos agrícolas para mais de 150 países, já influenciamos a dieta de muitas nações. (...) É preciso ressaltar que nossa agropecuária é considerada a mais sustentável do planeta, e o Brasil deve consolidar sua reputação de grande produtor de alimentos dentro dos padrões e conceitos de sustentabilidade.”

Cleber Oliveira Soares, diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, no artigo “Para além do alimento”


SHOW DO TRIGO

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O trigo, o algodão e a soja são três destaques em crescimento do Valor Bruto de Produção (VBP, a renda antes da porteira) de 2018. Seus incrementos são de 79,7%, 44,5% e 11,8%, respectivamente. Os destaques negativos são o feijão (-32,4%), o arroz (-17,6%) e a cana (-14,5%). No somatório das lavouras e da pecuária houve encolhimento de 2,7% (de R$ 590 bilhões para R$ 574 bilhões), com redução de 1,7% na agricultura e de 4,8% na pecuária.


“Hoje, o Brasil exporta não só alimentos e fibras, mas conhecimento, tecnologia, produtos e serviços para outros países localizados nos trópicos. Temos papel fundamental na garantia da segurança alimentar do planeta. Temos melhor conhecimento do nosso território e nos orgulhamos do esforço que fizemos para a sua conservação usando apenas o mínimo necessário para uma agricultura tão eficiente, competitiva e sustentável.” A declaração é de Sebastião Barbosa (à esq.), ao assumir a presidência da Embrapa, no mês passado, em Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer e do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (à dir.).

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Sebastião Barbosa é engenheiro-agrônomo, especialista em Entomologia, e foi contratado pela Embrapa em 1976, instituição na qual se aposentou e onde atuou em programas de controle e erradicação de pragas. Também por 17 anos trabalhou na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), no Serviço de Proteção de Plantas, em Roma, Itália, e no escritório para a América Latina e o Caribe, em Santiago, Chile. Coordenou a cooperação internacional da Embrapa e foi chefe-geral da Embrapa Algodão, entre outras atividades exercidas na empresa.


100 bilhões

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De dólares. Esta é a estimativa de exportações do agronegócio brasileiro em 2018. A previsão foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante a posse do presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, no mês passado, em Brasília. “É uma marca que vínhamos perseguindo, e, agora, vamos alcançar”, anunciou Maggi. No evento, o presidente Michel Temer ressaltou a importância do agro para a recuperação do PIB brasileiro, enquanto o secretário- -executivo do Ministério da Agricultura destacou que o setor é o “pilar mais importante da economia”, ao representar 1/4 do PIB e metade das exportações do País.


Ação dos bandidos

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Nas unidades rurais do estado de São Paulo, as motocicletas representam 36% dos furtos, seguidas pelos carros, com 21%; pelos tratores, 13%; e pelos caminhões, 8%. O levantamento, apurado entre janeiro e julho, sobre a violência no meio rural, foi divulgado pelo Boletim Econômico Tracker-FECAP. Os furtos são mais predominantes de madrugada e à noite, períodos que representam 46% das ocorrências. “Analisando os últimos dois anos, notamos uma tendência crescente para o furto de tratores, contra uma tendência decrescente para o furto de caminhões”, afirma o analista do Grupo Tracker Frederico Lanzoni.


Arroz made in Brazil

Pela primeira vez em sete anos, desde que começaram as exportações brasileira de arroz em casca, o produto brasileiro vem aumentando sua competitividade em relação ao cereal norte-americano. E, assim, tem obtido um prêmio aproximado de US$ 15 por tonelada em relação aos países da América Central, região importadora e exigente em qualidade, conforme a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). De março a agosto, o Rio Grande do Sul exportou 767,87 mil toneladas, e a estimativa do setor é de que o volume exportado supere 1,2 milhão de toneladas previstas pela Conab para o ano comercial março de 2018/fevereiro de 2019.