O Segredo de Quem Faz

As demandas do SOJICULTOR mato-grossense

Leandro Mariani Mittmann
[email protected]

O estado maior produtor de soja tem como principal entidade representativa (e combativa) dos cultivadores da cultura a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja), fundada em 2005 e que, desde o ano passado e até 2020, tem a presidência do produtor de Sinop Antônio Galvan. Nesta entrevista, ele esclarece as bandeiras da entidade, as questões (e preocupações) locais, como a logística deficitária que retira uma margem considerável do lucro dos sojicultores, até causas no Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao Funrural, ou no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a fusão de grandes multinacionais de sementes e defensivos. Ou ainda, na área trabalhista. “Você não tem como caracterizar o trabalho urbano e o trabalho rural com as mesmas regras. O trabalho a céu aberto, que tem um período intenso de atividades e depois um período mais tranquilo, não tem como conceder a mesma lei. Tem que ter uma distinção e reconhecer que o trabalho rural demanda mais em certos períodos”, lembra.

O

A Granja — Como foi a safra de soja 2017/2018 para o produtor matogrossense?

Antônio Galvan — Não temos ainda uma divulgação oficial o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea). Fala-se de uma safra um pouco melhor que a do ano passado quanto à produção e, automaticamente, quanto à produtividade. Nós, da Aprosoja, não temos um levantamento nosso. Há médias altas e baixas, mas no geral foi melhor que a do ano passado. Achávamos que haveria perdas devido ao fato de ter atrasado o plantio pela falta de chuva em muitas regiões, mas o tempo “correu” bem, e a ...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!